domingo, 15 de março de 2015





Link original do vídeo:

http://abcnews.go.com/US/jehovahs-witness-accuses-church-hiding-child-abusers-congregations/story?id=29586778&singlePage=true



Agradecimento pela tradução: Mentalista e Mexplica do Fórum Ex-Testemunhas de Jeová! Vocês são demais.

http://extestemunhasdejeova.net/forum/viewtopic.php?f=13&t=16776



Uma ex-Testemunha de Jeová está assumindo a liderança contra esta rica religião sectária, que ela alega ter fracassado em protegê-la de um pedófilo predatório. Ela culpa o que diz ser uma política do silêncio em relação à molestadores sexuais de crianças.

Candace Conti, agora com 28 anos, conta que tinha apenas nove anos de idade quando foi abusada por um membro querido de sua pequena congregação em Fremont, Califórnia, chamado Jonathan Kendrick. Enquanto fazia a pregação de porta em porta, que segundo Conti ocorria frequentemente sem seus pais, ela disse Kendrick a levava para sua casa para molestá-la. “Ele é um homem grande, eu tinha medo dele”, disse Conti.

Por ser uma criança Condi acreditava que não podia contar parta ninguém sobre os abusos. Porém, anos depois, ela testemunhou durante um julgamento, contra a igreja, que Kendrick molestava ela várias vezes ao mês por algo que ela acredita ter durado cerca de dois anos.
“Eu nunca achei que poderia falar sobre isso”, diz ela. “Trazer isso à tona poderia destruir minha família, as únicas pessoas que eu conhecia, eu também acho que tinha medo.”

Conti relata que não tinha a quem recorrer, em razão de suas crenças, e ela cresceu isolada do mundo externo. Assim como todas as outras Testemunhas de Jeová, Conti diz que lhe ensinaram que o Armagedom era iminente, e que apenas o verdadeiros adoradores poderiam sobreviver e viver em um paraíso terrestre. Ela conta que foi levada a acreditar que “todos aqueles que estavam fora das Testemunhas de Jeová eram semelhantes a mortos-vivos, e que poderiam ser usados por Satanás para enganá-la, para afastá-la de sua família cristã”.

Foi somente alguns anos mais tarde, depois de Conti ter crescido e abandonado a igreja, que ela encontrou Jonathan Kendrick em um registro de agressores sexuais. Ele passou sete meses na cadeia por ter abusado sexualmente da neta de apenas sete anos de sua esposa. Depois de vê-lo nesse registro Conti decidiu levar seu caso adiante. Ela disse que se “sentiu realmente culpada por não ter feito nada para impedir que isso acontecesse com outra pessoa”.

Conti relatou que foi ao encontro dos líderes da igreja local, conhecidos como anciãos (cargo semelhante ao de um pastor ou padre), e lhes reportou seu caso. Porém os anciãos se recusaram a acreditar a menos que ela provasse que o abuso aconteceu por providenciar duas testemunhas que confirmassem o alegado abuso. De acordo com o sistema de justiça interno dessa religião, a Bíblia ensina que é necessário que haja duas testemunhas para que um crime sofra punição. Por essa razão Conti procurou a polícia. E então deu-se início a uma investigação, porém, com Kendrick negando o abuso, as autoridades não levantaram qualquer acusação. Apesar disso a investigação prosseguiu.

O próximo passo de Conti foi processar a igreja por conta própria. Ela contratou o advogado Rick Simons, que passou muitos anos representando vítimas de casos de abuso por padres católicos pedófilos.

“Se existe algum grupo que precisa ter suas práticas iluminadas pelo sol, esse é o grupo (Testemunhas de Jeová),” disse Simon. “Porque quando a campainha da sua porta toca em um sábado pela manhã, e o teu filho(a) atende a porta, você não vai querer que o cara que toca a campainha seja um pedófilo.”

Quando Conti e seu advogado começaram a conduzir depoimentos com líderes da igreja local na Califórnia, eles descobriram algo que lhes deixou assombrados: mesmo antes de Conti sofrer o abuso, os anciãos já sabiam que Jonathan Kendrick, que na época ocupava um cargo de liderança na congregação, também tinha molestado sua enteada quando ela era uma adolescente. E ainda assim os anciãos não chamaram a polícia e não alertaram os outros membros da congregação.

“Eu fiquei com nojo, eu estava absolutamente enojada”, Disse Conti. “Tornou-se ainda mais necessário do que nunca, para controlar o dano, ser proativa e salvar alguém”.

Sob juramento, os anciãos da congregação alegaram que a razão para não alertar a congregação sobre os abusos de Kendrick era pelo fato da informação ser “confidencial”. De fato, os anciãos disseram que naquele momento estavam seguindo as orientações rigorosas fornecidas pela liderança da igreja na sede das Testemunhas de Jeová, em Nova York, chamada "Torre de Vigia".

Em uma série de cartas enviadas para anciãos por todo o país, tratando de abusos de crianças, a Torre de Vigia afirmou que, apesar de reconhecer que alguns estados têm leis sobre denúncia de abuso de crianças, as denúncias, ao contrário do que determina a lei, devem ser mantidas em segredo, exceto para os anciãos da igreja, porque a "paz, unidade e bem-estar espiritual da congregação estão em jogo”, e porque “as pessoas do mundo são rápidas para recorrer a processos judiciais quando acreditam que seus 'direitos' foram violados."

Os anciãos em Fremont removeram Kendrick de sua posição de liderança, por política da Torre de Vigia, tendo como base a “impureza”.

Quando a ação da Candace Conti contra a igreja foi ao tribunal, os advogados das Testemunhas de Jeová argumentaram que não é da responsabilidade de uma organização religiosa proteger as crianças de abuso sexual por parte de outros membros da congregação. Eles disseram que a igreja oferece educação para os pais sobre o risco de abuso sexual. Eles também afirmaram que o alegado abuso de Candace Conti nunca ocorreu dentro da propriedade da igreja.

Além disso, os advogados da igreja questionaram se Conti foi especificamente designada pelos anciãos para ir na pregação de casa em casa, conhecido como "serviço de campo", com Kendrick.

Em última análise, o júri ficou do lado de Conti. Em um veredicto histórico de 2012 ela acabou por ser beneficiada com uma indenização de mais de 15 milhões de dólares. A Torre de Vigia está atualmente apelando sobre o caso.

A Torre de Vigia negou nosso pedido de entrevista, mas disse a "Nightline", em um comunicado, salpicado com citações da Bíblia, que "seria inapropriado para nós comentar casos atualmente em litígio." ... "As Testemunhas de Jeová também têm consistentemente advertido os membros da congregação e do público para a necessidade de proteger os seus filhos do horrível crime de abuso sexual de crianças." Veja mais de declaração da Igreja no final desta história.

Seja qual for o resultado do seu caso, a luta pública de Candace Conti parece ter aberto as comportas. As Testemunhas de Jeová estão agora enfrentando uma série de ações em todo o país. O procurador Irwin Zalkin está trabalhando em 15 desses casos.

"Por alguma razão [os líderes da igreja] acreditam que estão acima da lei", disse Zalkin.

Em outubro, um tribunal de San Diego ordenou o pagamento de 135 mil dólares a um dos clientes de Zalkin em danos morais por abuso sexual sofrido nas mãos de Gonzalo Campos, líder da congregação espanhola Linda Vista. As Testemunhas de Jeová planejam apelar do veredicto.

Kendrick estava ausente do julgamento de Conti e negou repetidos pedidos de entrevista a "Nightline". Em uma breve conversa com a "Nightline" fora de sua casa na Califórnia, Kendrick disse: "A minha declaração é esta: eu nunca estive sozinho com a Sra Conti, nunca molestei Candace Conti”.

Ele negou ter participado do “serviço de campo” sozinho com Conti, e repetidamente negou tê-la molestado ou em qualquer momento ter ficado sozinho com ela.

"Eu tenho certeza que essa é a coisa mais inteligente que ele poderia dizer", disse Conti a "Nightline". "Isso dói como o inferno. Mas você espera honestidade de um abusador de crianças?”

Conti esta seguindo em frente com sua vida. Ela se formou na faculdade e recentemente ficou noiva. Mas ela disse que vai continuar lutando em nome de todas as vítimas de abuso infantil.

"Eu não tenho monopólio sobre a dor", disse ela. "Em vez de ser vítimas, podemos mudar isso, e deixar nossas palavras pregarem a mudança. Então talvez essa dor possa compensar de alguma forma."

Desde o veredicto de Conti, em 2012, a igreja parece ter feito algumas mudanças em sua política de confidencialidade quando se trata de abuso de crianças, mas os críticos, incluindo Conti, dizem que não é o suficiente.

Quanto a Jonathan Kendrick, ele diz que ainda é um membro com boa reputação entre as Testemunhas de Jeová.

Mais declarações das Testemunhas de Jeová a ABC News sobre esta reportagem:

“Como sabem, não seria apropriado para nós comentar casos atualmente em litígio. No entanto, como complemento à declaração que fornecemos anteriormente, por favor, nos permitam apresentar os seguintes pontos.

Nós abominamos o abuso sexual de crianças e nós não protegemos qualquer autor de tais atos repugnantes das consequências de seu pecado grave e crime. - Romanos 12: 9.

Nossa política atual e de longa data é claramente indicada na publicação "Pastoreando o rebanho de Deus" 1 Pedro 5: 2, em que é fornecido aos anciãos a seguinte orientação:

"O abuso de crianças é um crime. Nunca sugerir a ninguém que eles não devem relatar uma denúncia de abuso de crianças à polícia ou outras autoridades. Se você for indagado, deve deixar claro que relatar o assunto às autoridades ou não é uma decisão pessoal, que cada indivíduo deve fazer, e que não há sanções da congregação para qualquer decisão. Anciãos não devem criticar quem relate tal alegação às autoridades. Se a vítima deseja fazer um relatório, é o seu direito absoluto fazê-lo"-"Pastoreando o rebanho de Deus "1 Pedro 5: 2., Cap. 12, pp. 131-132, par. 19.

Procurar aconselhamento jurídico é um elemento vital de lidar com questões sensíveis de forma responsável. Assim, ao longo de décadas nossos anciãos foram orientados a entrar em contato com nosso departamento jurídico sempre que tenham conhecimento de uma alegação de abuso infantil. Fazemos isso, não para esconder o crime e o pecado, mas sim para garantir que os nossos anciãos respeitem rigorosamente as leis de notificação de abuso infantil. Por meio de nossas publicações baseadas na Bíblia, os nossos serviços religiosos e nosso website jw.org, As Testemunhas de Jeová têm também consistentemente advertido os membros da congregação e do público para a necessidade de proteger os seus filhos do horrível crime de abuso sexual infantil. Encorajamos qualquer pessoa que deseja entender a nossa posição a visitar o nosso site jw.org e a procurar o termo "abuso infantil."

Texto original:

Tradução: agradecimentos ao colega Artur Araújo.


quarta-feira, 4 de março de 2015



Técnicas de silenciamento das Testemunhas de Jeová: tão aterrorizantes quanto o abuso de crianças. Logo abaixo o depoimento aterrorizante de Candace Conti (vítima de abuso sexual) por um ancião (pastor) das Testemunhas de Jeová e o que essa organização NÃO fez para ajudá-la e a outras tantas vítimas indefesas. 

Os anciãos (pastores) da minha congregação sabiam que havia um predador em nosso meio. Mas eles ameaçavam punir aqueles que os denunciassem.
Crescer em meio a uma família de Testemunhas de Jeová é diferente. Durante minha infância eu não celebrava aniversário, natal ou o 4 de julho (independência americana). Nem eu, nem ninguém que eu conhecia, se envolvia com famílias que não fossem Testemunhas de Jeová nas pequenas ligas (para praticar algum esporte) ou entre as escoteiras. Em vez disso, eu passava a maior parte do meu tempo compartilhando as "boas novas". Eu costumava ir de porta-a-porta por conta própria acompanhada de um grande homem forte e muito querido em minha congregação, chamado Jonathan. Eu tinha apenas entre 9 e 10 anos quando ele repetidamente abusou de mim sexualmente.

É realmente muito difícil para crianças denunciarem quando estão sofrendo abusos sexuais. Mas, as Testemunhas de Jeová tornavam isso ainda mais difícil. Eles têm uma regra das "02 (duas) testemunhas", que diz que qualquer um que acusa um adulto de abuso deve ter uma segunda testemunha. Se não há uma segunda testemunha, o acusador é punido por uma falsa acusação - geralmente ordenando que nenhuma Testemunha de Jeová possa conversar ou se associar com o “falso” acusador. Isso é chamado de desassociação. Para um criança criada apenas entre outras Testemunhas de Jeová isso era assustador. Até mesmo os meus pais teriam que me ignorar. Isso era mais aterrorizante do que Jonathan.

Foram os anciãos da minha congregação que designaram o Jonathan para pregar comigo. Quando nos separávamos dos outros, ele me forçava a entrar em sua pick-up e nos levava para a casa dele. E então ele dizia "vamos brincar". Isso aconteceu muitas vezes. Como todos os outros na congregação, meus pais gostavam do "irmão" Jonathan e confiavam nele em meio a nossa família. Meus pais foram afetados com alguns problemas realmente grandes naqueles anos, e depois se divorciaram. Eu estava emocionalmente abandonada – e eu queria ser a melhor Testemunha de Jeová que eu pudesse ser. É por isso eu passei a sair para o serviço de campo – o ministério de porta em porta pelo qual as Testemunhas de Jeová são conhecidas.

O que meus pais não sabiam era que Jonathan tinha molestado sexualmente uma outra menina em nossa congregação. Os anciãos (pastores) sabiam e tinham mantido isso em segredo. Eles estavam seguindo ordens dos líderes da Torre de Vigia, com base na sede mundial em Nova York, que em 1989 tinha emitido uma instrução ultra secreta para manter em segredo aqueles que fossem conhecidos por abusar sexualmente de crianças nas congregações. Esta instrução foi anexada como o primeiro documento do meu processo civil. Os anciãos (pastores) e os membros do Corpo Governante sabiam que molestadores de crianças se escondiam em grupos religiosos e muitas vezes eram pessoas simpáticas e amigáveis - como Jonathan. Eles sabiam que esses molestadores provavelmente abusariam de crianças outra vez. Mas eles optaram por ignorar a segurança das nossas crianças em favor de proteger a imagem deles - e suas contas bancárias - de ações judiciais. Isso tudo estava naquela carta de 1989.


Um relatório recente do Center for Investigative Reporting (Centro para Reportagem Investigativa) revelou que eles continuaram a manter as orientações que pediam silêncio em torno de abuso infantil. Em novembro passado, os anciãos (pastores) foram instruídos a evitar reportar assuntos criminosos, tais como o abuso de crianças, às autoridades. Em vez disso, eles foram orientados a lidar com eles internamente nas comissões confidenciais. O relatório também mostrou que as Testemunhas de Jeová evocam a Primeira Emenda (da Constituição americana) para esconder acusações de abuso sexual.

Ver mais sobre a apelação das Testemunhas de Jeová pela Primeira Emenda no link abaixo: 
http://extestemunhasdejeova.blogspot.com.br/2015/02/testemunhas-de-jeova-apelam-para.html

Eu tive que tomar conhecimento das outras vítimas de Jonathan para conseguir falar sobre isso. Em 2009, eu olhei no site Megan's Law (Lei de Megan), da Califórnia, a lista oficial do estado de criminosos sexuais registrados. Lá eu descobri que ele tinha sido condenado, alguns anos antes, por ter abusado sexualmente de uma outra menina de 8 anos de idade. Eu me senti terrivelmente culpada por não ter falado sobre ele antes. Agora eu preciso impedir molestadores de fazer isso outra vez.


Texto original em inglês:

Mais sobre o caso Candace Conti:

Agradecimentos especiais ao companheiro TESTEMUNHAS DE JEOVÁ DESMASCARADAS por traduzir o texto. Seu perfil no Google encontra-se no link abaixo:


domingo, 1 de março de 2015

Nosso Blogue está sempre aberto para textos de colaboradores que possam contribuir de forma responsável com nossa luta contra os fundamentalismos da Torre de Vigia. Desse modo podemos alertar tanto os adeptos das Testemunhas de Jeová e ex-adeptos sobre os excessos e erros doutrinários que causam confusão e até mesmo desagregação familiar. Temos aqui um Livreto escrito por Eduardo TJ, um Ancião (Pastor) das Testemunhas de Jeová e que tem como objetivo nas próprias palavras dele:
"O objetivo é abrir a mente das Testemunhas que querem continuar servindo a Deus e que não enxerga outra alternativa além das Testemunhas (mesmo sabendo dos erros), elas pensam "mas se as Testemunhas não são os cristãos verdadeiros quem são?"

Esse texto aborda uma vertente cristã, mas independente de qualquer religião. Comentei com o Eduardo TJ isso antes de publicar seu texto e Livreto aqui no Blog:

"Gostei de sua abordagem cristã e sem nenhum tipo de denominação religiosa envolvida. Suas palavras respeitam a diversidade de crenças e convidam um leitor cristão a ver um outro lado das Testemunhas de Jeová".


Segue abaixo o texto de Eduardo TJ:


Servi como ancião durante muitos anos e hoje estou desconsolado, arrasado e com o coração quebrantado. O motivo? Não, não é por que eu cometi algum pecado contra nosso amado Deus, tampouco deixei de seguir o Senhor Jesus Cristo, na verdade agora o sigo plenamente. O motivo é que descobri que a religião que aprendi ser um único canal aceitável para adorar a Jeová não é isso de forma alguma.

Não vou me estender, mas se você quer saber por que essa organização NÃO PODE SER DE FORMA ALGUMA O ÚNICO CAMINHO PARA ADORAR A DEUS leia os livros CRISE DE CONSCIÊNCIA e EM BUSCA DA LIBERDADE CRISTA de Raymond Franz (Ex-membro do corpo governante).

No livro CRISE CONSCIÊNCIA você vai saber as injustiças, hipocrisia e legalismo do corpo governante.

Depois que você acabar de ler o livro CRISE CONSCIÊNCIA possivelmente vai lhe surgir a seguintes perguntas: 

Se essa organização não é a religião verdadeira, qual é? 

Como devemos adorar a Deus? 

Quem então é o escravo fiel e discreto? 

Se as Testemunhas de Jeová não estão pregando as boas novas, cumprindo a profecia, quem esta? 

Aonde eu devo adorar a Deus? 

Com quem devo me reunir? 

As respostas a essas e a outras perguntas você vai saber lendo o segundo livro de Raymond Franz "EM BUSCA DA LIBERDADE CRISTA”. Nesse mesmo livro você vai saber POR QUE NAO CONSEGUIMOS ENXERGAR OS ENSINOS CLARAMENTE FALSOS QUE O CORPO GOVERNANTE ENSINA.

Ambos os livros são de muitas páginas, mas tire um tempo para lê-los. Você gastou meses, ou anos para aprender os ensinos atuais das Testemunhas de Jeová, por que não pode gastar algumas semanas para aprender a VERDADE que não te contaram?

Outro assunto fundamental para nossa fé que consta nos livros, mas desejo que você saiba AGORA é sobre sua salvação. Você meu irmão e minha irmã, já se perguntou ou pesquisou como alguém (judeu e gentio) se tornava cristão no primeiro século? Será que demorava meses? O que eles tinham que aprender e entender para se tornar um cristão batizado? Você concorda que devemos seguir o exemplo dos primitivos cristãos?

Se você é das outras ovelhas, para você ser salvo, você têm que esta em associação com a organização, se você permanecer fiel até o fim de sua vida, você vai ter que ser fiel por mais 1.000 e também terá de ser fiel novamente quando Satanás for solto, daí sim você vai ser finalmente salvo. Você acredita em Jesus Cristo, não acredita? Agora a pergunta é: Para aqueles que depositam fé em Jesus Cristo o que é necessário para ser salvo segundo a Bíblia?

Quer saber as respostas, leia o livreto que consta nesse blog "O MAIOR ERRO DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ".

Espero que Javé (Jeová) e seu amado filho o abençoe para se livrar dessa organização que afasta as pessoas do Senhor Jesus Cristo. Esse sim é nosso líder e não uma organização.

"Não foi uma organização, nem algum membro do corpo governante que morreu por você, foi nosso Senhor Jesus Cristo, é a ele que você deve ser leal"



sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015


Pela primeira vez a liderança das Testemunhas de Jeová resolve falar sobre os casos de Pedofilia que estão sendo denunciados dia após dia em várias partes do mundo. Vale salientar a relevância de tal acontecimento, pois muitos de seus adeptos afirmavam categoricamente que toda essa publicidade na mídia era uma coisa inventada ou no máximo um caso isolado que envolvia algum adepto ou ex-adepto, mas muito distante dos portões das Testemunhas de Jeová.

A urgência de Stephen Lett, um dos membros do Corpo Governante (homens que se dizem ser os escolhidos de Deus para divulgar Sua mensagem na Terra) de fazer um pronunciamento oficial revela que a divulgação nos meios de comunicação e nas mídias sociais estavam e estão fazendo um grande estrago na imagem da Torre de Vigia.

Ele diz no vídeo:

"Como exemplo, pense sobre as mentiras e desonestidade de apóstatas de que a Organização de Jeová é permissiva com pedófilos. Isso é ridículo, não é?

Percebam que ele NÃO NEGA que existam casos de pedofilia dentro da organização das Testemunhas de Jeová, mas tenta desviar o foco afirmando que as Testemunhas de Jeová não possuem políticas internas que incentivam a omissão de denúncias contra os pedófilos. Complementa usando a tática mais comum quando o fundamentalismo religioso quer encerrar um assunto e não sabe como: criam um inimigo e o demonizam como originador de mentiras.
É falso porque vem dos apóstatas e opositores! Ou seja, é uma afirmação maniqueísta e simplista, mas basta para que muitos dos seus adeptos, condicionados a não pensarem por si próprios, acreditem e não pesquisem.

Sim, as Testemunhas de Jeová possuem casos de abuso sexual! E por que nunca foi comentado nas revistas ou publicações dessa denominação religiosa? Por que não alertaram seus adeptos dos perigos reais de existirem pedófilos atuando dentro das Congregações?

A resposta é simples e vergonhosa: a reputação da igreja está acima do bem estar de seus adeptos.

Créditos do Vídeo: TJ Curioso:



quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015



Esse texto é mais indicado para pessoas que tem maioridade, pois algumas de suas sugestões não poderão ser aplicadas legalmente por menores.

Inicialmente, é muito importante que você tenha um objetivo final definido em sua mente. Você quer apenas parar de ir às reuniões ou quer sair totalmente da organização religiosa das Testemunhas de Jeová?

Algumas pessoas se sentem melhor ao fazer isso por etapas. No entanto, fique à vontade para fazer isso de uma única vez, caso não queira mais ter qualquer vínculo com essa denominação religiosa. É doloroso, mas a agonia de ficar anos em algo em que não acredita e que sabe ser cheio de equívocos e erros, pode ser muito pior.

Faça isso por você e não por sua relação com alguém. Se seus familiares pensam que sua decisão é uma influência de outra pessoa, então toda raiva e fúria deles, vão ser concentradas nessa pessoa. Isso não é justo. Você deverá mostrar que a decisão é sua e de mais ninguém. Então, nada de desculpas sobre o motivo real de você ter deixado a organização. Eles precisam entender que esta é uma decisão dolorosa feita somente após um exame longo e minucioso (em alguns casos após oração) de seus próprios sentimentos e crenças.

Talvez isto deva assumir a forma de uma reunião particular com seus parentes e amigos mais próximos. Você precisa contatar todos que serão diretamente afetados pela sua decisão e que gostaria de comunicá-los sobre algo muito importante. Defina um dia e um horário para isto. Assim você diz o que sente e se previne de boatos falsos que costumam surgir quando alguém tenta sair das Testemunhas de Jeová. O ideal é que não leve muito tempo do convite feito à reunião com seus parentes, pois isso pode gerar curiosidades, especulações e tensões desnecessárias. 

No dia da reunião, o passo seguinte é definir regras para que sua fala não seja interrompida bruscamente por alguém mais impulsivo ou agressivo, assim você terá as condições necessárias para dizer tudo que planejou. Embora possa ser tentador, não inicie atacando a Torre de Vigia citando fontes, livros ou mesmo sites considerados apóstatas, pois existe uma grande probabilidade da maioria se retirar da sua reunião nesse exato momento. 
É muito importante ter todo o conteúdo de sua palestra escrita num papel, pois as emoções poderão ficar mais afloradas e nossa memória e raciocínio tendem a ficarem mais vulneráveis nessas ocasiões.

Diga que você os convidou por serem pessoas especiais e que essa reunião é uma forma de você dizer como todos podem e devem tomar decisões importantes na vida. Continue afirmando que a espiritualidade é algo muito importante para você e que todos tem o direito de escolher e vivenciar suas crenças pessoais. Se for apropriado e do seu agrado, cite algum texto bíblico que tenha essa particularidade. Se você nasceu na organização, seria bom lembrar aos seus pais que eles tiveram a oportunidade de escolher como viver e no que acreditar. Eles tomaram suas decisões livremente e agora, por direito, é a sua vez de fazer isso.

Logo em seguida diga calmamente e olhando para todos que não deseja mais ser uma Testemunha de Jeová. Esse é um momento crítico, pois alguém poderá tentar impedir que você continue falando, então mude sua entonação e firmemente (mas ainda mantendo a calma) confirme que há muito tempo gostaria de revelar essa decisão, mas que não tinha tido a coragem de contar como realmente se sentia. 

É muito importante que você repetidamente diga o amor que sente por todos e que sua decisão de deixar a organização das Testemunhas de Jeová não muda em nada a sua relação com eles. A sua decisão não está rejeitando-os e sim um modo de vida dentro dessa denominação religiosa. Nesse momento faça uma pausa e espera a reação deles. Muito provavelmente haverá raiva, choro e acusações da parte de seus familiares e amigos. Não permita que isso faça você voltar atrás, não ceda. Você se preparou para esse momento.

O ideal é ter em mente e estar preparado para duas situações que podem ocorrer logo depois. Caso as coisas fiquem fora de controle e seus pais queiram expulsá-lo de casa: esteja preparado. Se isso acontecer, vá para a casa de um parente ou amigo não-Testemunha de Jeová.
Porém, se a reação for à tentativa de ajudá-lo a voltar para a organização e que pretendem chamar outros irmãos espirituais para lhe aconselhar talvez uma viagem seja algo sensato a fazer. Isto dá tempo para você se afastar da intensidade da situação gerada e para eles se acalmarem e lamentarem sua decisão. Isto é tão traumático como uma morte numa família de Testemunhas de Jeová. Dê tempo para eles superarem essa perda.

Checklist:
- Tenha dinheiro guardado.
- Esteja preparado para a possibilidade de ter que sair de casa na mesma hora.
- Deixe um parente ou amigo sabendo de sua decisão e faça arranjos para, se necessário, ficar um tempo na casa dele.
- Tenha um plano de ação sobre o que fazer após sua partida.
- Defina seu objetivo. Quer sair de vez ou apenas ficar inativo?
- Tenha um trabalho ou algum tipo de emprego. Depender financeiramente deles pode ser um grande problema após sua confissão.
- Tenha alguém com quem conversar (um confidente confiável) ou ajuda profissional, pois você também precisará de apoio emocional.

Saiba que os anciãos (pastores) locais serão notificados e irão atrás de você para conversar. Talvez tentem lhe dar umas cutucadas para que você diga algo que possam usar para desassociá-lo (expulsá-lo oficialmente). Se pretende ficar apenas inativo, tome cuidado com o que diz. Não cite nada sobre apostasia e nem confesse quaisquer pecados. Grave sua comissão judicial (tribunal interno das Testemunhas de Jeová), para que possa provar o que cada um deles disse e faça isso com seu advogado do lado.

Talvez amigos liguem para você vão perguntando se ficou louco. Uma armadilha comum dos anciãos (pastores) é pedir a um de seus amigos que ligue na tentativa de obter declarações que possam ser usadas contra você depois. Eles estarão junto com ele.

Perder a família e amigos para uma denominação religiosa que usa de fundamentalismo e intolerância religiosa é muito desgastante emocionalmente. Mas, a liberdade pessoal que você desfrutará fará valer a pena.
Conclusão do autor: "Eu, pessoalmente, não faria de outro modo!"

Algumas expressões foram adaptadas e outras modificadas para haver melhor compreensão. Texto traduzido por Mentalista.
Texto adaptado e modificado por Pascoal Naib.


terça-feira, 24 de fevereiro de 2015


Há muito tempo venho relatando que conheço várias Testemunhas de Jeová que gostariam que muitas coisas fossem mudadas dentro dessa denominação religiosa, mas que não podem expor suas ideias ou opiniões sob o risco de serem consideradas rebeldes e assim serem expulsas (desassociadas) e perderem contatos com amigos e familiares. Ou seja, são reféns de um fundamentalismo religioso que usa a discriminação e a morte social como forma de aterrorizar qualquer tentativa de humanizar seus dogmas. Já venho explicando que as Testemunhas de Jeová são orientadas a não falar com ex-adeptos mesmo sendo familiares próximos numa tentativa, desumana e desrespeitosa, de que o mesmo volte, não importando que não acredite em mais nada do que é ensinado ali. Voltam para não perder o contato com seus amigos e familiares. No Fórum Ex-Testemunhas de Jeová recebemos um depoimento de um Ancião (Pastor) dessa denominação religiosa que relata:

Olá pessoal! Tenho servido como ancião (pastor) numa congregação das Testemunhas de Jeová pelos últimos 15 anos. Não posso dizer que já vi de tudo, pois a cada ano sou surpreendido por mais elementos procedimentais e doutrinários, criados pelo Corpo Governante, que me deixam cada vez mais desiludido.Minha desilusão com a Organização conduzida por este grupo de homens é resultado de um processo que se estende já por alguns anos. Desde 2010 dedico-me com especial afinco ao estudo da Bíblia. Tive meu primeiro choque com as doutrinas ensinadas pelo Corpo Governante naquele mesmo ano, durante minha pesquisa relacionada com a carta de Paulo aos Romanos. Tentei sem êxito, mas de muitas formas, conciliar aquilo que a Bíblia ensina sobre, por exemplo, justificação e filiação, com a doutrina despachada por Brooklyn, mas não consegui. Com a continuidade dos meus estudos - e devo dizer que jamais busquei neste período informações de fontes consideradas apóstatas pelos dirigentes das Testemunhas de Jeová -, passei a me deparar com uma ampla gama de doutrinas Bíblicas claras e que tem a sua importância minimizada ou mesmo virtualmente apagada pela liderança TJ. Espero, com o tempo, poder abordar algumas destas aqui. Mais recentemente, já após minha desilusão ter amadurecido, decidi ler os livros de Raymond Franz, Crise de Consciência e Em Busca da Liberdade Cristã, bem como o livro do sueco Carl Olof Jonsson, Os Tempos dos Gentios Reconsiderados, e fiquei simplesmente estarrecido, não apenas com aquilo que descobri, mas especialmente pela quase totalidade de harmonia entre aquilo em que realmente creio e as coisas entendidas pelos autores. Elementos que eu considerava gravemente ofensivos à Deus, tais como a obsessiva ênfase da organização sobre sua autoridade e importância para a salvação dos discípulos de Cristo, foram abordados de maneira perfeita por Franz. As relações mecânicas, controladas e insípidas entre os membros da religião, a exigência de absoluta conformidade com padrões excêntricos e extra-bíblicos, a manipulação de informações e, claro, as terríveis injustiças promovidas pelo sistema judicial criado pela liderança TJ, essas e muitas outras coisas, produziram em mim uma desilusão completa. De modo que não posso mais adotar o conceito de que esta organização tem direito à pretensão de ser o canal exclusivo entre Deus e homens, quase que, ou virtualmente substituindo, o próprio Cristo e o espírito de Deus na terra. Creio que serei entendido aqui quando digo que não posso simplesmente deixar as fileiras das TJ's. Não por causa de mim, claro. Faço o sacrifício de ficar por razões sobre as quais não gostaria de comentar agora. Confio que não serei julgado adversamente por isso aqui. Espero, no entanto, poder em breve, sob novas circunstâncias, poder anunciar meu desligamento deste movimento religioso. Enfim, esta breve apresentação é somente para dizer: olá pessoal, é um prazer estar aqui com vocês!

Matéria retirada do Fórum Ex-Testemunhas de Jeová:


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015






Achei esse vídeo num grupo do Facebook da qual fazem parte Testemunhas de Jeová e Ex-Testemunhas de Jeová e que foi postado pelo amigo Alexandre Weisshuhn. O que tem de interessante nele?

Bem, uma jovem que foi criada até os 17 anos numa família de Testemunhas de Jeová vê seu mundo virar de ponta cabeça quando seus pais se divorciam e ela e sua mãe resolvem sair dessa denominação religiosa e o pai permanecer.

Já não bastasse o desgaste emocional de uma separação o fato é que as Testemunhas de Jeová incentivam e exigem de seus adeptos um total isolamento de quem resolve sair, ou seja, quem não deseja mais pertencer a essa religião vai ser discriminado e ignorado por amigos e familiares que não vão mais nem sequer dizer um "Oi" na calçada para você.

Exagero? Pois bem, no vídeo a jovem Sehziinha afirma que seu pai (ainda adepto das Testemunhas de Jeová) evita ter contato com ela por estar seguindo as leis de Deus, mas leia-se nas entrelinhas, seguindo as ordens de uma religião americana que com seus fundamentalismos destrói famílias.

Será que estamos exagerando? Que isso não acontece? Vamos ver a orientação sendo dada numa das publicações das Testemunhas de Jeová:

*** Nosso Ministério do Reino 8/02 p. 3 par. 4 Demonstre lealdade cristã quando um parente é desassociado ***E quanto a falar com o desassociado? Embora a Bíblia não trate de cada situação possível, 2 João 10 nos ajuda a entender o conceito de Jeová sobre a questão: “Se alguém se chegar a vós e não trouxer este ensino, nunca o recebais nos vossos lares, nem o cumprimenteis.” Comentando isso, A Sentinela de 15 de dezembro de 1981, na página 21, diz: “Um simples ‘Oi’ dito a alguém pode ser o primeiro passo para uma conversa ou mesmo para amizade. Queremos dar este primeiro passo com alguém desassociado?”

Quanto mais pessoas forem alertadas dessa prática discriminatória mais apoios receberemos para que a nossa Justiça acorde diante de tais barbaridades frutos de um fundamentalismo religioso nocivo.


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015


"O instituto do asilo é tão antigo como a humanidade e, nasce do instinto de conservação, própria do ser humano, que foge do perigo e da morte, com o propósito de encontrar um lugar que lhe ofereça a proteção necessária à sua integridade física. Asilo sagrado, propriamente dito, era privilégio de poucos templos e significava a imunidade total daqueles que fossem acolhidos, independentemente se fossem culpados ou inocentes".

Ainda que legalmente já não exista tal direito do asilo sagrado em nosso século XXI, as Testemunhas de Jeová tentam se amparar numa leitura “desvirtuada” do direito a liberdade religiosa para poder sistematicamente boicotar uma colaboração com a justiça e com a polícia nos casos de abusos sexuais de menores dentro de sua instituição religiosa, resultando de fato numa espécie de asilo “sagrado" para os molestadores sexuais de crianças.

Por este motivo a organização sem fins lucrativos “The Center for Investigative Reporting”, denuncia que a denominação religiosa das Testemunhas de Jeová tenta se amparar na 1ª Emenda da Constituição dos EUA para não colaborar com a justiça ou com a polícia nos casos de abusos sexuais de menores dentro do âmbito de sua comunidade religiosa. Esta emenda constitucional proíbe a criação de uma lei que limite a liberdade religiosa. Num longo artigo em inglês, o jornalista Trey Bundy, pesquisou durante 10 meses para escrever o seguinte:

14 de fevereiro de 2015

Durante 25 anos, os líderes das Testemunhas de Jeová, uma das confissões religiosas mais fechadas do mundo, têm ordenado a seus pastores religiosos [denominados de anciãos] que mantenham em segredo os casos de abusos sexuais relativos a menores, não revelando as autoridades e forças de segurança do Estado, nem aos próprios membros de suas comunidades religiosas locais.

A matriz da organização religiosa, a Watchtower Bible and Tract Society instalada em Nova York, emitiu as suas filiais pelo menos dez memorandos que datam de 1989. Apesar de os memorandos estarem escritos de forma anônima, membros da Watchtower (Torre de Vigia) têm testemunhado que o Corpo Dirigente da organização aprovou todos eles.
A carta mais recente, datada de 6 de novembro de 2014, ordena aos anciãos (os pastores religiosos nas comunidades locais) a formar comitês judiciais para tratar internamente de potenciais delitos [qualificados no Código Penal]:

"Em alguns casos, os anciãos formarão um comitê judicial para tratar um suposto caso de má conduta que também pode constituir um delito qualificado no Código Penal (por exemplo: assassinato, violação, abuso sexual de menores, fraude, roubo, agressão)", ordena a carta. "De maneira geral, os anciãos não devem atrasar o processo do comitê judicial, mas deve-se manter sigilo absoluto para evitar complicações desnecessárias com as autoridades seculares que podem estar a investigar tal delito".
A carta está disponível nesse link abaixo:
https://www.documentcloud.org/documents/1667064-watchtowernov62014.html

Internamente, a organização, a Watchtower (Torre de Vigia) determina quem pode ser denominado de molestador sexual em série de menores. Segundo a carta com data de 1 de outubro de 2012:
"Nem todos aqueles que têm abusado sexualmente de uma criança no passado são considerados molestadores. Somente a Watchtower (Torre de Vigia) e não o corpo de anciãos (pastores), será quem determinará quem no passado tenha abusado sexualmente de menores".

As orientações das cartas são parte de um padrão de uma organização, que tem mais de oito milhões de membros no mundo e que prega que o Armagedom em breve libertará as pessoas das garras de Satanás. Nos EUA as Testemunhas de Jeová operam em mais de 14.000 congregações com aproximadamente um milhão de membros.
Documentos internos obtidos por “Reveal” demonstram que as Testemunhas de Jeová sistematicamente têm instruído aos anciãos (pastores) e outros líderes para que os abusos sexuais de crianças sejam tratados confidencialmente, enquanto coletam detalhadas informações dos adeptos que se aproveitaram das mesmas.

Como anteriormente obtiveram sucesso amparando-se na 1ª Emenda da Constituição americana em defesa de seu direito de não servir ao exército e nem saudar a bandeira dos EUA, as Testemunhas de Jeová atualmente tentam usar a mesma estratégia legal para defender políticas que amparam molestadores sexuais em série frente às forças e instituições de segurança do Estado.

Texto baseado no artigo "Asilo en sagrado, la 1ª Enmienda y los testigos de Jehová".

Parágrafo inicial retirado do texto "As origens históricas do direito de asilo".





A rede de televisão norte-americana PBS NewsHour, em parceria com o Reveal, do Centro de Reportagem Investigativa, fez uma reportagem sobre as políticas de confidencialidade da Torre de Vigia (representante legal das Testemunhas de Jeová) que acobertam pedófilos nas congregações, mantendo-os longe dos radares da lei e permitindo que continuem molestando crianças. Além disso, uma entrevista comovente com Candace Conti, vítima de abuso sexual que balançou as estruturas da Torre de Vigia ao fazê-la ser considerada culpada de negligência e condenada a pagar US$ 15 milhões de dólares pelos danos sofridos a Candace.
Sobre esse caso leiam o artigo abaixo:
LÍDERES DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ RECORREM NA JUSTIÇA PARA NÃO PAGAR INDENIZAÇÃO POR CASO DE PEDOFILIA!

Créditos ao forista Robert Orwell do Fórum Ex-Testemunhas de Jeová.



segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015


Não havia desejado um feliz 2015 para todos que visitam o Blog Ex-Testemunhas de Jeová, mas a razão alguns com certeza já perceberam: demos uma incrementada e um novo aspecto visual para nosso ponto de encontro sobre assuntos relacionados ao “universo” das Testemunhas de Jeová. 

Nosso Blog foi fundado em 23/02/2007, ou seja, ele vai completar oitos anos de atuação intensa e séria contra determinadas intolerâncias religiosas que são praticadas pela denominação religiosa que leva o nome do Blog. Ao contrário do que muitas vezes é comentado por alguns visitantes, não temos a intenção e nem o direito de perseguir ou difamar a fé de ninguém, ao contrário, nosso lema é respeitar toda forma de crença e não crença, porém denunciamos através de textos, vídeos e documentos tudo que vá contra a dignidade de uma pessoa. Nossa atenção está concentrada em coibir práticas que de alguma forma beneficiem o encobrimento de pedofilia por parte das lideranças religiosas das Testemunhas de Jeová, além de denunciar doutrinas abusivas que não incentivam o ensino superior, que discriminam ex-adeptos decretando uma morte social que destrói famílias, além da doutrina assassina do sangue que levam fiéis a morte pensando estar agradando a Deus. 

Desde do ano 2000 participo de Fóruns, grupos e listas de discussão e luto para que as lideranças das Testemunhas de Jeová recuem nos absurdos propostos em determinados assuntos. Não podemos nos calar diante de injustiças e somente unindo esforços podemos, se não acabar, pelo menos amenizar essas práticas intolerantes. Essa luta não é só minha e prova disso é a contribuição regular de ex-Testemunhas de Jeová e de Testemunhas de Jeová ativas que reconhecem e apoiam o meu trabalho. 

As mudanças no Blog ainda não foram inteiramente finalizadas, mas estou trabalhando para que fique o mais prático e acessível para todos que nos visitam. Suas opiniões são muito bem vindas e o contato continua sendo pascoalreload@gmail.com 

Um ótimo 2015 para todos que nos visitam.


quarta-feira, 17 de dezembro de 2014


O caso “Candace Conti” (vítima de abuso sexual) contra “Torre de Vigia” (liderança das Testemunhas de Jeová no mundo) segue seu curso inevitável de justiça. Está mais vivo do que nunca! 
 
A liderança mundial das Testemunhas de Jeová tenta uma apelação da sentença judicial que a condenou pagar 27 milhões de dólares a Candace Conti, uma ex-adepta que sofreu abuso sexual quando tinha nove anos e que na época pertencia a denominação religiosa em questão. Para ver a matéria sobre essa decisão inédita clique no link abaixo:


Porém, tal atitude repercutiu no noticiário mundial e algo inesperado ocorreu para a liderança das Testemunhas de Jeová: a emissora ABC News (uma das quatro maiores dos Estados Unidos) solicitou ao tribunal permissão para gravar e transmitir todas as audiências desse épico julgamento. A solicitação foi feita no dia 08/12/2014 e as imagens estão colocadas logo abaixo:



Com certeza esse tipo de exposição ajudará mais vítimas a denunciarem outros casos encobertos e levará um recado direto e forte de que nenhuma igreja poderá usar de sua influência para com seus adeptos e com isso manter uma política de “encobrimento” de pedofilia com receio de manchar sua imagem perante a opinião pública.

Texto baseado no artigo: Caso Candace Conti... ¡más vivo que nunca!


segunda-feira, 8 de dezembro de 2014


Poucos autores de língua inglesa são mais importantes na atualidade do que Ian McEwan. Em quarenta anos de carreira, ele compôs marcos da literatura contemporânea, como Amor sem fim (1997), Amsterdam (1998) e Reparação (2001).
Seus livros são conhecidos pela precisão da prosa, pela atmosfera de suspense e estranhamento e também pelas viradas surpreendentes da trama, que puxam o tapete do leitor ao final do livro.
Nos últimos anos, o traço decisivo de sua literatura tem sido a defesa da racionalidade científica contra os fundamentalismos religiosos. É esse o embate que está no cerne de A balada de Adam Henry.
A personagem central é Fiona Maye, uma juíza do Tribunal Superior especialista em Direito da Família. Ela é conhecida pela “imparcialidade divina e inteligência diabólica”, na definição de um colega de magistratura. Mas seu sucesso profissional esconde fracassos na vida privada. Prestes a completar sessenta anos, ela ainda se arrepende de não ter tido filhos e vê seu casamento desmoronar.
Assim que seu marido faz as malas e sai de casa, Fiona tem de lidar com o caso de um garoto de dezessete anos chamado Adam Henry. Ele sofre de leucemia e depende de uma transfusão de sangue para sobreviver. Seus familiares, contudo, são Testemunhas de Jeová e resistem ao procedimento.
O dilema não se resume à decisão judicial. Como nos demais casos que julga, Fiona argumenta com brilho em favor do racionalismo e repele os arroubos do fervor religioso. Mas Adam se insinua de modo inesperado na vida da juíza. Revela-se um garoto culto e sensível e lhe dedica um poema incisivo: “A balada de Adam Henry”.
Os sentimentos despertados pelo garoto a surpreendem e incomodam. A crise doméstica e o envolvimento emocional com Adam - que oscila entre a maternidade reprimida e o desejo sexual - desarrumam sua trajetória de vida exemplar, trilhada com disciplina espartana desde a infância.

“Um estudo assombroso sobre o amor em crise e uma mulher madura no limite de suas forças.” - Robert McCrum, The Observer
http://www.companhiadasletras.com.br/de ... digo=13808


domingo, 7 de dezembro de 2014


Passados 12 anos, pai e filho se reencontram. O que parece ser mais um caso de programa de auditório em que familiares por algum motivo perderam o contato por décadas e depois resolvem recuperar o tempo perdido indo em busca de suas origens se mostra um assombroso engano nessa história.
Cícero Barbosa Alves (pai) era adepto da denominação religiosa Testemunhas de Jeová e quando saiu dessa religião, seu filho e toda a família que continuariam pertencendo a igreja, seguiram as diretrizes rígidas e desagregadoras de não falar mais com um ex-adepto. Ou seja, as Testemunhas de Jeová decretam uma morte social para quem ousa sair e todos amigos e parentes são orientados a não ter mais nenhum tipo de convívio o  que significa nem mesmo dirigir um simples "Oi". 

O relato de Cícero Barbosa Alves segue abaixo:

Um sábado de muita felicidade pois, depois de 12 anos finalmente tive um dia com meu filho. Fiz um belo churrasco para comemorar este dia, que foi o primeiro de muitos que virão com muita fé em Deus. Como todos aqui já sabem eu perdi o contato com meus filhos quando eu resolvi sair fora da seita Testemunhas de Jeová (Torre de Vigia ). Perder o contato com os meus filhos me trouxe muito sofrimento mas, graças a Deus ele saiu fora da Torre de Vigia e hoje está desassociado (membro "desligado") e estamos nos vendo mais. Hoje ele passou o dia em minha casa e falamos sobre várias coisas. Estou muito feliz por tudo o que esta acontecendo comigo. Como foi importante pra mim ter acreditado e ter tido a esperança.

A desculpa da igreja é estar seguindo orientações bíblicas, mas como bem sabemos todo fundamentalismo religioso tende a desvirtuar qualquer tipo de situação para respaldar suas barbáries teológicas. Sempre comprovamos nossos textos com artigos da própria religião, ou seja, a discriminação a ex-adeptos (até mesmo sendo familiares próximos) é realmente incentivada no dia a dia das Testemunha de Jeová. Vejamos isso na revista A Sentinela 15 de Abril de 2012 págs 11 e 12:

Que dizer se um parente ou um grande amigo nosso for desassociado? Nesse caso, a nossa lealdade será provada, não a lealdade a essa pessoa, mas a Deus. Jeová nos observará para ver se acatamos, ou não, seu mandamento de não ter contato com nenhum desassociado. Vejamos apenas um exemplo do bem que pode resultar de a família apoiar lealmente a ordem de Jeová de não se associar com parentes desassociados.
Certo jovem estava desassociado havia mais de dez anos e, durante esse período, seu pai, mãe e quatro irmãos 'cessaram de ter convivência’ com ele.`As vezes, ele tentava se envolver nas atividades da família,mas, para crédito dela, todos os seus membros evitaram firmemente qualquer contato com ele. Já readmitido, ele disse que sentia muita falta da associação com a família, em especial à noite, quando ficava sozinho. Mas ele admitiu que, se a família tivesse se associado com ele, mesmo só um pouco, essa pequena dose o teria satisfeito. No entanto, ele não recebeu nem mesmo a menor comunicacão de qualquer membro da família. Assim, seu forte desejo de estar com seus familiares contribuiu para a restauração de sua relação com Jeová. Pense nisso se algum dia você for tentado a violar o mandamento divino de nãoo se associar com parentes desassociados.


Cada vez mais devemos denunciar qualquer tipo de fundamentalismo religioso que atente contra a dignidade humana e que destrói famílias. 



quarta-feira, 19 de novembro de 2014



Muitos já sabem ou devem ter visto na imprensa que as Testemunhas de Jeová são contra qualquer transfusão sanguínea, mesmo que isso resulte na morte da pessoa, ou seja, é uma decisão baseada na interpretação de um texto bíblico imposta pela liderança dessa denominação religiosa e que já resultou na morte de muitos inocentes.

O que poucos sabem é que as lideranças das Testemunhas de Jeová tem o hábito de tempos em tempos modificarem o entendimento de algumas doutrinas com a desculpa de um aperfeiçoamento teológico. Mas, se essas mudanças ocasionaram risco à saúde ou mesmo levaram a morte de pessoas inocentes que achavam estar seguindo as orientações da Bíblia e de Deus, como encarar isso?

É o que ocorre com a questão dos transplantes de órgãos. Recentemente numa carta enviada para a filial da Espanha, a Torre de Vigia (representante legal das Testemunhas de Jeová no mundo) está em contato com a ONT (Organização Nacional de Transplantes) numa tentativa de fazer com que seus adeptos entrem na lista de espera para transplantes, pois a rejeição das transfusões de sangue sempre foi um impedimento para seus adeptos terem uma possibilidade de tratamento ou até mesmo em alguns casos de sobrevida. A carta encontra-se no link abaixo:

Se existe essa preocupação de ajudar adeptos a terem uma chance de fazer um transplante o porquê do artigo? 

Porque a orientação dada as Testemunhas de Jeová era bem diferente e por mais de uma década o transplante de órgãos foi considerado canibalismo pela Torre de Vigia.

Em 1962 não existia nenhuma proibição de se fazer transplantes e isso foi citado na revista A Sentinela 01/02/1962 pág.96:

“Entretanto, não parece haver nenhum princípio ou lei bíblica envolvida. É, portanto, algo que cada pessoa deve decidir por si mesma. Se ela estiver satisfeita em sua própria mente e consciência que isto seja coisa correta a fazer, então poderá fazer tais arranjos, e ninguém a deveria criticar por assim fazer”.

A partir de 1968 vem a proibição dos transplantes de órgãos e que se manterá até 1980, ou seja, doze anos de muitas vidas desperdiçadas, famílias pesarosas e sacrifícios humanos em nome de um dogma inventado por pessoas que brincam de deuses. Isso se chama culpa de sangue. Segue abaixo a proibição na revista A Sentinela 01/06/1968 págs.349-351:

"Aqueles que se submetem a tais operações vivem às custas da carne de outro humano. Isso é canibalesco. Não obstante, ao permitir que o homem comesse carne animal, Jeová Deus não deu permissão para os humanos tentarem perpetuar suas vidas por receberem canibalescamente em seus corpos a carne humana, quer mastigada quer na forma de órgãos inteiros ou partes do corpo, retirados de outros".

Logo em seguida mais uma mudança que volta a liberar os transplantes de órgãos para os adeptos das Testemunhas de Jeová em 1980 na revista A Sentinela 01/09/1980 pág.31:

"No que se refere ao transplante de tecido ou osso humano de um humano para outro, é um caso de decisão conscienciosa de cada uma das Testemunhas de Jeová. Por este motivo, cada um que se confronta com uma decisão sobre este assunto deve examinar esta questão com cuidado e oração, decidindo então conscienciosamente o que ele ou ela pode ou não pode fazer perante Deus. É um assunto para decisão pessoal. (Gál. 6:5) A comissão judicativa da congregação não tomaria nenhuma ação disciplinar, se alguém aceitasse o transplante dum órgão".

Será que o Deus que não é de desordem (1Co 14:33) orientou essas decisões errôneas? Será que o Deus de amor (1Jo 4:8) daria uma orientação que prejudicasse a vida e a saúde de seus servos leais? Que o leitor use de discernimento.



OBS: Texto baseado no artigo do Blog espanhol El lado cómico de la WatchTower.

Leia também para mais detalhes:


sexta-feira, 14 de novembro de 2014



Recebi uma mensagem via Facebook de um antigo colaborador do Fórum Ex-Testemunhas de Jeová me pedindo para publicar a carta de um amigo que resolveu se dissociar (pedir desligamento) das Testemunhas de Jeová e que gostaria que isso fosse feito no meu Blog. Na carta é relatado vários pontos para sua saída, mas fiz questão de salientar no título a questão da homofobia, pois se trata de um tema atual, principalmente aqui no Brasil. 

Segue abaixo a carta:



Meu nome é Welber Mascarenhas Dias, nasci e cresci dentro de um lar de Testemunhas de Jeová. Pai, mãe, avós, tios, primos. Uma grande e exemplar "família cristã". Quando se nasce nessas condições, você não tem muita escolha. Livre-arbítrio acaba virando piada e ilusão. É verdade que é a própria pessoa quem decide se batizar (momento em que você se oficializa como Testemunha de Jeová), porém batizar-se é tudo que se espera de um jovem que "nasceu na verdade". Sim, você acaba sendo coagido. Você tem o direito de escolha, mas todos os "irmãos" esperam que você escolha o batismo, toda a sua família espera que você faça isso. É o que todos os outros jovens de lá de dentro fazem, e se você não é batizado, você é o patinho feio. As pessoas te olham como se houvesse algo errado com você. Rola uma discriminação interna, e que fica pior a medida que você cresce.
Bem, por vários anos eu fui o patinho feio. Até acreditava que tudo que as Testemunha de Jeová ensinavam era verdade absoluta. Mas eu simplesmente não me encaixava. Então adiei o tanto quanto pude o batismo. E as pessoas começaram a reparar. Começaram a falar mal. Meu pai foi ameaçado de ser destituído do cargo de ancião (um equivalente aos pastores das igrejas evangélicas). Eu não queria me batizar pois sabia que Jeová Deus não ia me aceitar. Por que? Porque aprendi que Deus não gosta de homossexuais. E sim, eu sou gay. Adiei esse batismo o tanto quanto pude.
Entretanto, em 2009 eu me senti tocado por Jeová Deus. Acreditei que eu poderia suprimir qualquer "tendência errada", e resolvi finalmente tentar. No dia 21 de novembro de 2009, fui batizado no Salão de Assembleias das Testemunhas de Jeová de Goiânia, Goiás. Houve grande regozijo na congregação de Deus neste dia, afinal eu estava fazendo a única escolha certa. Por dois anos, consegui cumprir bem meu papel como Testemunha de Jeová. Mas aquele não era eu. Aquele era quem eu tinha que ser. Tudo que eu realmente gostaria de fazer era errado e me era proibido.
A medida que o tempo foi passando, eu conseguia esconder meu jeito alegre e espontâneo cada vez menos. Eu atraía muita gente de espírito jovem. Mas os mais fanáticos queriam distância de mim, pois eu representava um perigo para a espiritualidade deles. Eu descobri que eu nunca deixara de ser aquele patinho feio. Com o tempo, acabei me envolvendo em um proceder pecaminoso com outro irmão da congregação. Nós dois fomos punidos, com uma repreensão. Uma repreensão é quando você é impedido de executar seus "privilégios" como Testemunha de Jeová. Para isso, precisei passar por uma Comissão Judicativa, formada por três anciãos, onde eu tive que confessar meus pecados em detalhes. Me senti envergonhado. Enquanto eu esperava do lado de fora do Salão do Reino a decisão, eu chorei muito, me senti indigno perante Deus, humilhado. Quando me chamaram e deram o veredicto, de que não iam me desassociar (expulsar), apenas me repreender, fiquei muito feliz! Afinal eu não queria ser expulso. Ser expulso significaria uma humilhação pública, onde todos os meus amigos e familiares virariam as costas pra mim até que eu voltasse.
Mais uma vez, tentei harmonizar minha vida com a maneira que as Testemunhas de Jeová ensinam a Bíblia. Eu estava disposto a tentar de novo, e a suprimir de uma vez por todas o verdadeiro eu. Mas o que aconteceu a seguir? Aconteceu que o assunto tradado na minha comissão começou a se espalhar dentro da congregação, e bem rápido. Poucos meses depois da minha repreensão as pessoas comentavam sobre o meu caso pelas minhas costas. Amigos começaram a me excluir do Facebook, e eu sofria muito com essa rejeição, que aconteceu bem antes de eu deixar de ser Testemunha de Jeová. Tudo que eu sempre quis enquanto estive lá dentro, foi ser aceito. Então comecei a reparar que os membros dessa instituição religiosa não são assim tão amorosos, que quando você segue a risca o padrão, está tudo bem, e eles te abraçam. Mas se você não consegue se adequar, eles vomitam a Bíblia em você, te rejeitam, fazem circular boatos sobre você, e te excluem. Isso tudo me levou a um quadro de depressão. Três tentativas de suicídio. Várias brigas em casa. E muito, muito tempo perdido. 
Com acompanhamento psicológico, comecei a melhorar. Descobri que fora da Organização de Jeová existem sim pessoas que sabem amar, e pessoas boas. Comecei a pesquisar mais profundamente a Bíblia, e descobri que as Testemunhas de Jeová não são as donas da verdade. Encontrei várias incongruências nos ensinos das mesmas. Além disso, com uma pesquisa mais pormenorizada, percebi que é irracional viver no século XXI baseando toda a sua vida em um livro escrito para uma sociedade que viveu há cerca de 2.000 anos atrás. A partir do momento que a Bíblia passou a ser um livro de histórias (algumas fantasiosas), passei a achar ainda mais ridículo o modo de vida ao qual eu estava tentando tanto me adequar.
Mas afinal, o que é realmente ser uma Testemunha de Jeová. Bem, na verdade trata-se mais de uma lista de proibições absurdas. Vou citar algumas:
- Proibido comemorar aniversários, celebrar o natal, ano novo, carnaval, dia das bruxas, festas juninas, páscoa, ou qualquer outra celebração. Proibido ter amizade com pessoas que não são Testemunhas de Jeová, namorar com pessoas que não são Testemunhas de Jeová, ter relações sexuais antes do casamento. Proibido participar de competições esportivas, ir a festas que tenham muitas horas de duração, ir a shows.
E o que é fortemente desencorajado?
Fazer um curso superior, pois este mundo está perto do fim e não é hora pra isso. Buscar ter uma carreira de sucesso, pois este mundo está perto do fim e não é hora pra isso. Ter filhos, pois este mundo está perto do fim e não é hora pra isso.

E quanto ao que é fortemente INCENTIVADO?
Pregar de casa em casa, avisando as pessoas que a religião delas está errada e que o mundo está acabando. Ler a Bíblia todos os dias. Quando lê-la de capa a capa, começar de novo. Gastar horas estudando as publicações das Testemunhas de Jeová. 

Se você faz tudo isso, parabéns! Você é o que é considerado uma genuína Testemunha de Jeová. Você nem sequer vai pensar em buscar os prazeres do mundo, e Deus estará sorrindo pra você de orelha a orelha. E sabe porque não buscará os prazeres do mundo? Porque não vai sobrar tempo! Eu sei que essa decisão minha me coloca em uma posição bastante desfavorável aos olhos da minha família.




sexta-feira, 3 de outubro de 2014


O poderoso documentário finlandês "Luopuneet" (Abandonados - Histórias obscuras da Torre de Vigia), produzido pelo diretor Iita Pirttikoski, conta histórias de quatro ex-Testemunhas de Jeová.

É mostrado como funciona o tratamento discriminatório dado a ex-adeptos dessa denominação religiosa e o que essas pessoas passaram e passam no seu dia a dia após deixarem de ser Testemunhas de Jeová.

Imaginem ser desprezados por amigos e familiares que nem sequer podem cumprimentá-los na rua, simplesmente porque você não pertence mais a mesma religião. O documentário faz um contraste entre os sentimentos de tristeza, confusão e depressão de muito ex-adeptos com o depoimento “agradável” e “técnico” do representante oficial das Testemunhas de Jeová que tenta justificar tais atitudes intolerantes da sua denominação religiosa.

OBS: A tradução desse documentário finlandês de 27 minutos é de total crédito do nosso amigo e forista Mentalista que não mediu esforços e tempo para nos oferecer mais um material de divulgação contra os absurdos da Torre de Vigia. Quero agradecer muitíssimo a sua ajuda e dedicação. Desde já aproveito e convido a outros colegas que possam nos ajudar com traduções a entrar em contato comigo via Mensagem Privada. Toda ajuda é muito bem vinda!



segunda-feira, 22 de setembro de 2014


Uma família de Testemunhas de Jeová impediu que uma mulher de 37 anos recebesse transfusão de sangue e a retirou da Santa Casa de Rio Preto. A paciente, que veio de Recife, estava com um mioma, que provoca sangramento no útero, e grau de anemia acentuado. 

De acordo com o médico cirurgião geral do hospital, que atendeu a paciente e pediu para o nome não ser divulgado, a mulher passou por consulta, na clínica dele. “Eu não sei por que me procurou. A família disse que era do Recife e que os médicos não queriam operar a paciente lá. Olhei os exames e vi que o caso era grave.” 

O médico aconselhou que a mulher fosse internada e operada, com urgência. “Enquanto ela era preparada para o procedimento, no centro cirúrgico, chegou o resultado do exame de sangue. Além do mioma, ela estava com uma anemia acentuada e precisava de transfusão de sangue”, conta o cirurgião geral. 

A família foi comunicada pelo médico da necessidade da transfusão. Durante meia hora, eles discutiram sobre a necessidade do procedimento. “Eles disseram que não autorizariam a transfusão. Eu tentei convencer que o quadro clínico dela era grave e precisaria de sangue. Escutei de um dos parentes que ‘se for para morrer, é melhor que ela morra em casa, em nome de Jeová, mas não será feita a transfusão’.” 

Diante da recusa do procedimento, a família foi obrigada a assinar um termo de responsabilidade. “Não deu tempo de transferir a paciente para outro hospital. Eles simplesmente pegaram a paciente e foram embora. Eu não podia fazer o procedimento sem a autorização da família, diante do fanatismo religioso da parte”, disse o médico. 

Segundo o provedor da Santa Casa, Nadim Cury, o atendimento da paciente foi realizado no sistema particular. “Todo o dinheiro que foi pago pela internação e procedimento foi devolvido para a família. Essa situação é muito rara de acontecer. Não podíamos fazer nada diante do posicionamento deles”. O diretor não informou o valor pago. 

O cirurgião geral do hospital registrou um boletim de ocorrência de “preservação de direito” e acusou a família de omissão de socorro. “Eu trabalho para salvar vidas e elas têm de estar acima de qualquer religião. Não podia fazer nenhum procedimento forçado, mas alertei que o caso era grave e que a paciente corria risco de morte. Não faço ideia de onde ela esteja nem se está viva. Espero que sim.” 

Família 

O Diário entrou em contato com um homem, que se apresentou como “irmão na fé” dos parentes da paciente. Identificado apenas como “Cavalcante”, ele era o único contato que constava no boletim de ocorrência registrado pelo médico na polícia. O homem, porém, não quis falar sobre o assunto. Disse, somente, que a família está empenhada no atendimento da mulher e que um novo médico já foi encontrado. Ele não disse em que hospital ela está internada. 

Pacientes escolhem ‘morrer aos poucos’ 

O hepatologista Renato Silva, ouvido pelo Diário na condição de consultor, afirma que o médico da Santa Casa agiu de forma correta. “O profissional tem de sempre respeitar a autonomia do paciente e da família. Até porque, uma transfusão escondida poderia resultar em um transtorno para o paciente. Ainda mais quando se trata de um paciente Testemunhas de Jeová, em que a religião não aceita esse tipo de procedimento.” 

Silva destaca que é muito comum pacientes Testemunhas de Jeová optarem pela recusa do tratamento. “No Hospital de Base já acompanhei diversos pacientes que escolheram morrer aos poucos ao invés de uma transfusão ou transplante. Essa decisão é uma autonomia do doente. O médico só tem o dever de aconselhar o melhor, mas não forçar a nada.” 

O hepatologista explica que “é de direito do médico se recusar a fazer a cirurgia sem a transfusão. O profissional sabe qual a necessidade do paciente e se submeter a fazer uma cirurgia sem a transfusão seria um risco. Assim como o paciente pode escolher, o médico tem o mesmo direito. Agora, a família precisa encontrar o profissional que aceite fazer o procedimento sem utilizar o sangue.” 

Médicos sim, sangue não 

Para as Testemunhas de Jeová, a recusa à transfusão de sangue é mais uma questão religiosa do que médica. Tanto o Velho como o Novo Testamento da Bíblia prega, segundo eles, que se abstenham de sangue, segundo o site oficial da religião (http://www.jw.org/pt/ ). Além disso, eles entendem que para Deus o sangue representa a vida. Eles evitam tomar sangue, por qualquer via, não só em obediência a Deus, mas também por respeito a Ele como Doador da vida. 

Diante desta linha de pensamento, as Testemunhas de Jeová optam por técnicas médicas que realizam tratamentos e cirurgias sem transfusão de sangue. Eles acreditam que os métodos desenvolvidos para atendê-los também estão sendo utilizados para beneficiar outros pacientes. 

De acordo com o site da religião, diversos médicos em todo o mundo usam técnicas de conservação de sangue para realizar cirurgias complexas sem transfusão. “Essas opções terapêuticas são usadas até mesmo em pacientes que não são Testemunhas de Jeová e optam por evitar riscos decorrentes de transfusões, como doenças transmitidas pelo sangue, reações do sistema imunológico e erro humano.” Em algumas cidades, Testemunhas de Jeová formam uma Comissão de Ligações com Hospitais, para discutir os métodos utilizados durante os tratamentos.

Fonte: