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segunda-feira, 22 de setembro de 2014

MÉDICO FAZ BOLETIM DE OCORRÊNCIA APÓS PACIENTE TESTEMUNHA DE JEOVÁ NEGAR TRANSFUSÃO.


Uma família de Testemunhas de Jeová impediu que uma mulher de 37 anos recebesse transfusão de sangue e a retirou da Santa Casa de Rio Preto. A paciente, que veio de Recife, estava com um mioma, que provoca sangramento no útero, e grau de anemia acentuado. 

De acordo com o médico cirurgião geral do hospital, que atendeu a paciente e pediu para o nome não ser divulgado, a mulher passou por consulta, na clínica dele. “Eu não sei por que me procurou. A família disse que era do Recife e que os médicos não queriam operar a paciente lá. Olhei os exames e vi que o caso era grave.” 

O médico aconselhou que a mulher fosse internada e operada, com urgência. “Enquanto ela era preparada para o procedimento, no centro cirúrgico, chegou o resultado do exame de sangue. Além do mioma, ela estava com uma anemia acentuada e precisava de transfusão de sangue”, conta o cirurgião geral. 

A família foi comunicada pelo médico da necessidade da transfusão. Durante meia hora, eles discutiram sobre a necessidade do procedimento. “Eles disseram que não autorizariam a transfusão. Eu tentei convencer que o quadro clínico dela era grave e precisaria de sangue. Escutei de um dos parentes que ‘se for para morrer, é melhor que ela morra em casa, em nome de Jeová, mas não será feita a transfusão’.” 

Diante da recusa do procedimento, a família foi obrigada a assinar um termo de responsabilidade. “Não deu tempo de transferir a paciente para outro hospital. Eles simplesmente pegaram a paciente e foram embora. Eu não podia fazer o procedimento sem a autorização da família, diante do fanatismo religioso da parte”, disse o médico. 

Segundo o provedor da Santa Casa, Nadim Cury, o atendimento da paciente foi realizado no sistema particular. “Todo o dinheiro que foi pago pela internação e procedimento foi devolvido para a família. Essa situação é muito rara de acontecer. Não podíamos fazer nada diante do posicionamento deles”. O diretor não informou o valor pago. 

O cirurgião geral do hospital registrou um boletim de ocorrência de “preservação de direito” e acusou a família de omissão de socorro. “Eu trabalho para salvar vidas e elas têm de estar acima de qualquer religião. Não podia fazer nenhum procedimento forçado, mas alertei que o caso era grave e que a paciente corria risco de morte. Não faço ideia de onde ela esteja nem se está viva. Espero que sim.” 

Família 

O Diário entrou em contato com um homem, que se apresentou como “irmão na fé” dos parentes da paciente. Identificado apenas como “Cavalcante”, ele era o único contato que constava no boletim de ocorrência registrado pelo médico na polícia. O homem, porém, não quis falar sobre o assunto. Disse, somente, que a família está empenhada no atendimento da mulher e que um novo médico já foi encontrado. Ele não disse em que hospital ela está internada. 

Pacientes escolhem ‘morrer aos poucos’ 

O hepatologista Renato Silva, ouvido pelo Diário na condição de consultor, afirma que o médico da Santa Casa agiu de forma correta. “O profissional tem de sempre respeitar a autonomia do paciente e da família. Até porque, uma transfusão escondida poderia resultar em um transtorno para o paciente. Ainda mais quando se trata de um paciente Testemunhas de Jeová, em que a religião não aceita esse tipo de procedimento.” 

Silva destaca que é muito comum pacientes Testemunhas de Jeová optarem pela recusa do tratamento. “No Hospital de Base já acompanhei diversos pacientes que escolheram morrer aos poucos ao invés de uma transfusão ou transplante. Essa decisão é uma autonomia do doente. O médico só tem o dever de aconselhar o melhor, mas não forçar a nada.” 

O hepatologista explica que “é de direito do médico se recusar a fazer a cirurgia sem a transfusão. O profissional sabe qual a necessidade do paciente e se submeter a fazer uma cirurgia sem a transfusão seria um risco. Assim como o paciente pode escolher, o médico tem o mesmo direito. Agora, a família precisa encontrar o profissional que aceite fazer o procedimento sem utilizar o sangue.” 

Médicos sim, sangue não 

Para as Testemunhas de Jeová, a recusa à transfusão de sangue é mais uma questão religiosa do que médica. Tanto o Velho como o Novo Testamento da Bíblia prega, segundo eles, que se abstenham de sangue, segundo o site oficial da religião (http://www.jw.org/pt/ ). Além disso, eles entendem que para Deus o sangue representa a vida. Eles evitam tomar sangue, por qualquer via, não só em obediência a Deus, mas também por respeito a Ele como Doador da vida. 

Diante desta linha de pensamento, as Testemunhas de Jeová optam por técnicas médicas que realizam tratamentos e cirurgias sem transfusão de sangue. Eles acreditam que os métodos desenvolvidos para atendê-los também estão sendo utilizados para beneficiar outros pacientes. 

De acordo com o site da religião, diversos médicos em todo o mundo usam técnicas de conservação de sangue para realizar cirurgias complexas sem transfusão. “Essas opções terapêuticas são usadas até mesmo em pacientes que não são Testemunhas de Jeová e optam por evitar riscos decorrentes de transfusões, como doenças transmitidas pelo sangue, reações do sistema imunológico e erro humano.” Em algumas cidades, Testemunhas de Jeová formam uma Comissão de Ligações com Hospitais, para discutir os métodos utilizados durante os tratamentos.

Fonte:

domingo, 21 de setembro de 2014

ABANDONADA PELA FAMÍLIA POR DEIXAR DE SER TESTEMUNHA DE JEOVÁ!


Abandonada pelo seus familiares, uma Ex-Testemunha de Jeová resolveu protestar na porta de um Salão do Reino (Congregação). A cerca de cinco anos, Victoria Summers deixou a organização das Testemunhas de Jeová e desde então seus familiares a tem evitado. A falta de amor é tão grande por parte de seus pais, adeptos dessa denominação religiosa, que nem presenciaram o nascimento e nem mesmo acompanham o crescimento da neta que tem apenas um ano de idade. 

Devido ao isolamento por parte de seus familiares, Victoria Sammers resolveu levar um buquê de flores e um cartaz com uma mensagem a seus pais na entrada da Congregação que frequentam. Nesse protesto ela chama a atenção das pessoas para as práticas preconceituosas e discriminatórias que ex-adeptos sofrem por deixarem de ser Testemunhas de Jeová.

Com certeza, uma maneira de denunciar uma prática que leva a destruição de lares e famílias e que as Testemunhas de Jeová escondem do grande público. Não existe saída honrosa dessa denominação religiosa que insiste com essa política desamorosa e que condena a morte social milhares de pessoas no mundo todo. 

Isso pode ser confirmado pelas próprias publicações das Testemunhas de Jeová que citam um caso parecido aqui no Brasil:
*** Nosso Ministério do Reino 8/02 p. 4 par. 13 Demonstre lealdade cristã quando um parente é desassociado *** Depois de ouvir um discurso numa assembléia de circuito, um irmão e sua irmã carnal se deram conta de que precisavam mudar o modo como tratavam a mãe, que morava em outro lugar e havia sido desassociada seis anos antes. Logo depois da assembléia, o irmão ligou para a mãe e, depois de reafirmar seu amor por ela, explicou que não falaria mais com ela, a não ser que um assunto familiar importante exigisse esse contato. Pouco depois, a mãe começou a assistir às reuniões e, com o tempo, foi readmitida. Também, o marido dela, um descrente, passou a estudar e com o tempo foi batizado.

Como podemos perceber o incentivo ao isolamento de familiares que não são ou já foram Testemunhas de Jeová é uma constante nesse ambiente "religioso". Precisamos denunciar e mostrar esses absurdos para que mais pessoas não entrem nessa forma intolerante de religiosidade.

Texto adaptado.

Agradecimento ao forista "Galo Doido" do Fórum Ex-Testemunhas de Jeová por divulgar tal informação no link abaixo:
http://extestemunhasdejeova.net/forum/viewtopic.php?f=11&t=15901

Fonte:
http://www.bucksherald.co.uk/news/more-news/former-jehovah-s-witness-leaves-memorial-to-family-who-shunned-her-1-6206648

sábado, 20 de setembro de 2014

REVIRAVOLTA NO CASO ASHYA KING: PAI AFIRMA QUE FARÁ TRANSFUSÃO DE SANGUE SE FOR PRECISO!


A história de Ashya King tomou outra reviravolta surpreendente, com seu pai Brett King relatando em entrevista que permitiria que seu filho tomasse uma transfusão de sangue, se sua vida estivesse em jogo.
“Eu sou uma Testemunha de Jeová, mas acima de tudo, eu sou um pai! – e eu faria qualquer coisa por meu filho”, Brett, 51 anos, ao jornal.
“Se uma criança precisa de tratamento é preciso dar-lhes o tratamento. Nós só queremos o melhor para Ashya “.
Esta revelação, que vem da família de King, os quais estão na República Tcheca aguardando a primeira de 30 sessões de terapias com feixe de prótons em Ashya, coloca um dilema intrigante para a Torre de Vigia.
Será que eles punirão Brett pela desassociação dele em seu retorno ao Reino Unido por desafiar os ensinamentos organizacionais, de modo a fazer dele um exemplo? Eles de alguma forma irão coagi-lo a se retratar de sua heresia publicamente? Ou será que eles cederão ao bom senso e usarão esse episódio como um catalisador para a introdução de reformas urgentemente necessárias relacionadas ao uso do sangue em terapias e tratamentos médicos?
Seria bom pensar que a última opção seria o óbvio, mas quando você tem uma organização liderada por um grupo de homens iludidos que se acham porta-vozes de Deus, tudo é possível.
Brett King certamente não é a única Testemunha de Jeová ativa que iria desafiar o Conselho de Administração sobre o assunto, mesmo que ele seja sem dúvida o primeiro a fazê-lo publicamente. Em uma pesquisa global realizada através da internet com Testemunhas de Jeová ativas, 58% disseram que não iriam permitir que seu filho para morrer por falta de uma transfusão de sangue em desobediência às regras impostas pela Torre de Vigia .
O Corpo Governante, sem dúvida, sentem prazer em  pensar que eles estão no controle completo dos pensamentos e decisões de seus seguidores, mesmo em situações de vida ou morte. Felizmente, parece que este não é inteiramente o caso.
Mas essa migalha de conforto, de modo algum nega a urgência da situação. A Torre de Vigia deve ceder ao bom senso na questão do sangue, e parar o sacrifício abominável de todas as vidas humanas mais preciosas no altar da “obediência sectária” a um grupo de homens que se fizeram “Deus”.
Fonte: http://www.extj.com.br/brett-king-desafia-a-torre-de-vigia-se-for-preciso-ashya-tomara-transfusao-de-sangue/

Para entender o caso:

NO REINO UNIDO, PAIS (DA RELIGIÃO TESTEMUNHAS DE JEOVÁ) TIRAM CRIANÇA COM TUMOR NO CÉREBRO DE HOSPITAL SEM AUTORIZAÇÃO E FOGEM!


JUIZ ESPANHOL PROLONGA DETENÇÃO DOS PAIS (TESTEMUNHAS DE JEOVÁ) QUE RETIRARAM FILHO COM TUMOR NO CÉREBRO SEM AUTORIZAÇÃO MÉDICA!


terça-feira, 2 de setembro de 2014

JUIZ ESPANHOL PROLONGA DETENÇÃO DOS PAIS (TESTEMUNHAS DE JEOVÁ) QUE RETIRARAM FILHO COM TUMOR NO CÉREBRO SEM AUTORIZAÇÃO MÉDICA!


O juiz espanhol que está a avaliar o caso da criança britânica diagnosticada com um tumor retirada do hospital decidiu, esta segunda-feira, prolongar a detenção dos pais por mais 72 horas.

O juiz Ismael Moreno ouviu, durante meia hora, Brett King e Naghemeh King, pais de Ashya, detidos no sábado, em Málaga, no sul de Espanha, depois de terem tirado, contra indicação médica, o filho de cinco anos do hospital em Londres onde se encontrava internado.

Em Madrid, capital espanhola, os pais comunicaram ao juiz a recusa em entregarem-se à justiça britânica, que, na passada quinta-feira, emitiu um mandado de detenção europeu contra o casal, por sequestro e maus tratos.

O juiz espanhol concordou em recusar a extradição e decretou a detenção dos pais por 72 horas, prazo durante o qual deverá decidir se lhes dá ordem de prisão.

No mesmo prazo, o Hospital Materno Infantil de Málaga, onde Ashya está internado, deverá dar a conhecer um relatório médico sobre o estado de saúde da criança.

O menino foi encontrado no sábado, pelas 20.30 horas locais, num hotel de Benajarafe, em Málaga, depois de o recepcionista do estabelecimento ter alertado a polícia.

Fonte:

Para entender o caso:

sábado, 30 de agosto de 2014

NO REINO UNIDO, PAIS (DA RELIGIÃO TESTEMUNHAS DE JEOVÁ) TIRAM CRIANÇA COM TUMOR NO CÉREBRO DE HOSPITAL SEM AUTORIZAÇÃO E FOGEM!


A polícia britânica está em busca de um garoto de cinco anos com um tumor cerebral, que foi retirado de um hospital em Southampton por seus pais, contra a recomendação dos médicos.
Suspeita-se que Ashya King, que havia sido submetido a uma cirurgia recentemente, esteja na França com sua família. De acordo com as autoridades, a saúde do menino pode se deteriorar rapidamente. Ele não consegue se mover e nem se comunicar verbalmente.
Na quinta-feira, funcionários do hospital permitiram que Ashya fosse levado da enfermaria onde estava sob a supervisão dos pais, como parte de seu processo de recuperação após a cirurgia.
Foi confirmado que a família é de Testemunhas de Jeová, uma religião que rejeita transfusões de sangue. No entanto, ainda não se sabe se este é o motivo da atitude de seus pais, Brett e Naghemeh King.
O chefe de polícia assistente Chris Shead afirmou que "o tempo de Ashya está se esgotando".
"É vital que o encontremos hoje. Se ele não receber cuidados médicos urgentes, ou receber o tratamento incorreto, sua condição pode oferecer risco de vida", afirmou.
Segundo Shead, Ashya está em uma cadeira de rodas e se alimenta através de um tubo movido por uma bateria. A bateria deve acabar ainda nesta sexta. O Escritório de Informação Pública para Testemunhas de Jeová na Grã-Bretanha diz não ter certeza de que isso motivou a fuga.
"Não temos conhecimento de nenhuma indicação de que a decisão deles foi motivada por convicções religiosas", afirmou a organização em comunicado.
"As Testemunhas de Jeová são encorajadas a buscarem o melhor tratamento médico para si e para seus filhos."
A polícia diz manter "a mente aberta" a respeito do que levou os pais de Ashya a fugirem com ele.
Acredita-se que os pais de Ashya e seu seis irmãos tenham saído da cidade de Portsmouth para Cherbourg, na França, em uma balsa que cruza o Canal da Mancha. A polícia francesa confirmou que já está realizando buscas em hotéis e circuitos de câmeras internas.
Autoridades britânicas também fizeram um apelo nas redes sociais para que o paradeiro da família seja informado. Um dos irmãos de Ashya, Naveed King, falou sobre a doença do garoto em um vídeo postado no YouTube no dia 23 de julho.
"Eu não dormir quase nada, passei a noite em claro preocupado", disse. "Nenhuma criança de cinco anos merece ter um tumor cerebral."
Créditos:
OBS: O título foi mudado para informar que os pais pertencem as Testemunhas de Jeová.

domingo, 17 de agosto de 2014

JUSTIÇA BRASILEIRA DECIDE: RISCO IMINENTE DE MORTE OBRIGA MÉDICO A FAZER TRANSFUSÃO DE SANGUE EM TESTEMUNHA DE JEOVÁ, MESMO CONTRA A VONTADE DA FAMÍLIA.


Embora correta, tem gravíssimas consequências potenciais a decisão desta semana da 6.ª Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça), que isentou de responsabilidade pela morte da menina Juliana Bonfim da Silva, de apenas 13 anos, os pais dela, que alegaram motivos religiosos para se opor à realização de uma transfusão sanguínea salvadora. Para o STJ, a responsabilidade pelo trágico desfecho foi exclusivamente dos médicos.

Testemunhas de Jeová, os pais de Juliana, o militar aposentado Hélio Vitória dos Santos e a dona de casa Ildelir Bonfim de Souza, moradores em São Vicente, litoral de São Paulo, internaram-na no Hospital São José em julho de 1993, durante uma crise causada pela anemia falciforme, doença genética, incurável e com altos índices de mortalidade, que afeta afrodescendentes. A menina tinha os vasos sanguíneos obstruídos e só poderia ser salva mediante a realização de uma transfusão de emergência.

Os médicos que atenderam Juliana explicaram a gravidade da situação e a necessidade da transfusão sanguínea, mas os pais foram irredutíveis. A mãe chegou a dizer que preferia ter a filha morta a vê-la receber a transfusão. A transfusão não foi feita. Fez-se a sua vontade.

As Testemunhas de Jeová baseiam-se na “Bíblia” para recusar o uso e consumo de sangue (humano ou animal). Entendem que esta proibição aparece em muitas passagens bíblicas, das quais as seguintes são apenas exemplos:

Gênesis 9:3-5
Todo animal movente que está vivo pode servir-vos de alimento. Como no caso da vegetação verde, deveras vos dou tudo. Somente a carne com a sua alma — seu sangue — não deveis comer.

Levítico 7:26, 27
E não deveis comer nenhum sangue em qualquer dos lugares em que morardes, quer seja de ave quer de animal. Toda alma que comer qualquer sangue, esta alma terá de ser decepada do seu povo.

Levítico 17:10, 11
Quanto a qualquer homem da casa de Israel ou algum residente forasteiro que reside no vosso meio, que comer qualquer espécie de sangue, eu certamente porei minha face contra a alma que comer o sangue, e deveras o deceparei dentre seu povo. Pois a alma da carne está no sangue, e eu mesmo o pus para vós sobre o altar para fazer expiação pelas vossas almas, porque é o sangue que faz expiação pela alma [nele].

Atos dos Apóstolos 15:19, 20
Por isso, a minha decisão é não afligir a esses das nações, que se voltam para Deus, mas escrever-lhes que se abstenham das coisas poluídas por ídolos, e da fornicação, e do estrangulado, e do sangue.

Para o ministro Sebastião Reis Júnior, que votou na terça-feira (12/08), a oposição dos pais à transfusão não deveria ser levada em consideração pelos médicos, que deveriam ter feito o procedimento --mesmo que contra a vontade da família. Assim, a conduta dos pais não constituiu assassinato, já que não causou a morte da menina.
A decisão no STJ foi comemorada pelo advogado Alberto Zacharias Toron, que defendeu os pais da menina morta: “É um julgamento histórico porque reafirma a liberdade religiosa e a obrigação que os médicos têm com a vida. Os ministros entenderam que a vida é um bem maior, independente da questão religiosa”.
Então, quem é culpado pela morte da menina que poderia ter sido salva mediante a realização da transfusão? Resposta: os médicos, que ao respeitar a vontade dos pais, desrespeitaram o Código de Ética Médica (2009), claríssimo sobre o assunto:
“É vedado ao médico:

“Art. 31. Desrespeitar o direito do paciente ou de seu representante legal de decidir livremente sobre a execução de práticas diagnósticas ou terapêuticas, salvo em caso de iminente risco de morte.

“Art. 32. Deixar de usar todos os meios disponíveis de diagnóstico e tratamento, cientificamente reconhecidos e a seu alcance, em favor do paciente”.

Isso posto, está claro que a decisão do STJ tem menos a ver com a afirmação do direito à liberdade de crença e muito mais a ver com a primazia do direito à vida sobre todos os demais. Assim, a mãe poderia até preferir ter a filha morta a vê-la passando por um processo de transfusão. Mas a Justiça brasileira, não! E o médico também não!
Agora, vamos aos problemas e aos perigos de uma tão incontrastável decisão, e que já aparecem nos fóruns de debates da internet, reunindo ex e atuais membros da religião das Testemunhas de Jeová.

-- Como em todas as religiões, há os sinceros e os “espertinhos”. Os “espertinhos” ficarão tranquilos por saberem que não serão excluídos do grupo religioso se passarem por uma transfusão. Bastará dizer que manifestaram a não-aceitação do procedimento, mas que os médicos fizeram-no contra a sua vontade. “A decisão salvaguarda a hipocrisia”, comentou um debatedor. “Os pais proíbem a transfusão para se eximirem da culpa; os médicos fazem o procedimento para se livrarem de processos e, assim, se condenam diante de Deus no lugar dos pais.”

-- Acontece que, para uso interno no grupo das Testemunhas de Jeová, a proibição da transfusão de sangue prosseguirá. Imagine uma mãe que, tendo preferido ver a filha morta caso a transfusão fosse feita, depois de alguns dias, a menina curada, possa levá-la para casa. Que tipo de tratamento essa mãe dará à filha “decepada de seu povo”? Como lidar com as consequências psicológicas adversas, que certamente acometerão as famílias testemunhas de Jeovás que, levando a sério a proibição, tiverem um de seus membros proscritos pela transfusão contra a vontade?

-- Para piorar, é razoável prever que muitas testemunhas de Jeová “sinceras” prefiram ficar distantes dos hospitais e médicos, por saberem que a transfusão será feita de qualquer jeito. Com isso, doenças que até poderiam ter tratamentos alternativos (sem o concurso da transfusão) ficarão sem quaisquer cuidados, prejudicando os enfermos e até antecipando-lhes a morte. “Isso sem contar os pais que, desesperados pela realização de um procedimento abominado por Deus, podem simplesmente vir a remover o filho do hospital às escondidas para livrá-lo da transfusão”, afirmou outro debatedor.

Todas essas questões apontam para dilemas que não são meramente individuais, mas dizem respeito à saúde pública. De acordo dados do Censo de 2010 do IBGE, existiam 1.393.208 Testemunhas de Jeová no Brasil, uma religião com crescimento consistente e positivo. Em 2013, foram feitos 26.329 batizados no país. No evento de 2013 da Comemoração da Morte de Cristo, a mais importante celebração religiosa do grupo, estiveram presentes 1.681.986 pessoas.

Agora, imagine boa parte dessa gente alijada de procedimentos médicos que salvam vidas e poupam sofrimentos. Que Deus é esse?

Texto retirado do Blog da LAURA CAPRIGLIONE.

sábado, 19 de julho de 2014

ENTREVISTA COM VÍTIMA DE PEDOFILIA DENTRO DA IGREJA DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ EM PORTUGAL!


Nosso Blog continua com as denúncias de Pedofilia que ocorreram e ocorrem dentro dos muros da Torre de Vigia (Associação jurídica que representa as Testemunhas de Jeová no mundo) e a dor que causam as vítimas que muitas vezes são silenciadas para a preservação da "boa" imagem da Igreja.
É comum entre as Testemunhas de Jeová acharem que não existe casos de Pedofilia na sua Igreja e que somente as outras religiões possuem tais casos extremos. Esse pensamento acontece por incentivo de seus líderes mundias que colocam-se como o único canal de Deus na Terra, ou seja, para as Testemunhas de Jeová sua Igreja é a única correta na face da Terra.
Infelizmente, esse silêncio das lideranças das Testemunhas de Jeová no mundo sobre centenas de vítimas de abusos sexuais dentro de suas Igrejas é considerado tabu e apenas deixa seus adeptos a mercê de outros predadores sexuais. Obviamente não estamos afirmando que existe um incentivo a Pedofilia dentro dessa denominação religiosa, mas a omissão é algo que revolta todas as pessoas que lutam pelo bem estar das crianças no mundo.
O vídeo da reportagem está no Blog de um colega português (link logo abaixo) e o mesmo complementa com a seguinte informação:

"É uma entrevista que expressa bem a dor emocional causada pelos abusos continuados ao longo de anos, dos quais este homem foi vítima em tenra idade...Espero que esta reportagem e entrevista ajude outras vítimas a perder o medo de contar os seus casos e demonstrar que os abusadores não são esquecidos. Nem pelos homens e muito menos pelo Pai Celestial".

segunda-feira, 14 de julho de 2014

ANCIÃO (PASTOR) DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ É PRESO POR PEDOFILIA!


Mais um predador é preso por abuso sexual: ex-Ancião (cargo equivalente a pastor) pega 14 anos de cadeia por abuso sexual (10/07/2014).

Karen Morgan, uma das vítimas de Mark Sewell dá entrevista à BBC e pede mudanças na política da Torre de Vigia (Organização legal que decide os rumos das Testemunhas de Jeová no mundo) para abusos sexuais. Uma mulher que foi abusada sexualmente por um ancião das Testemunhas de Jeová quando criança, criticou a forma como a liderança de sua organização religiosa lidou com o seu caso.

Karen Morgan disse que os anciãos de sua antiga congregação deveriam ter agido para impedir o abuso quando ela os informou e quer que a política da Torre de Vigia ao lidar com acusações de abuso sexual e pedofilia seja investigada.

Mark Sewell, de 53 anos, foi preso por 14 anos por abusar de mulheres e meninas em sua congregação. O porta-voz das Testemunhas de Jeová disse que a organização Torre de Vigia leva as acusações de abuso sexual muito a sério.

Karen Morgan, disse à BBC do País de Gales que Sewell, que é seu tio, começou a abusar dela quando ela estava com 12 anos. Ele fazia-a ingerir bebidas alcoólicas, beijava-a, levava-a para a cama, tirava sua roupa, esfregava-se contra ela e a acariciava.

Ela relatou o abuso aos pais que enfrentaram Sewell, mas ele negou tudo. Mais tarde, após outra queixa, ela afirma que teve de enfrentar Sewell e explicar o abuso na frente de outros anciãos em uma reunião no Salão do Reino. Ela disse:
“Sentei-me diante de vários anciãos, eu era uma criança postada diante de um cara que tinha abusado de mim por anos e esperavam que eu falasse sobre isso na frente dele, ouvindo-o me chamar de mentirosa. Foi algo que marcou minha vida para sempre. Eu tenho que tentar viver com o que Sewell fez comigo, mas também preciso lidar com a maneira como o meu caso foi conduzido… eu os culpo pelo que continuou a acontecer comigo porque ninguém procurou resolver…”.
Desde que renunciou seu direito ao anonimato e falou sobre o abuso de Sewell, a Sra. Morgan disse que foi “inundada” com mensagens de Testemunhas de Jeová em todo o mundo narrando experiências semelhantes.
“Parece haver essa coisa toda entre as Testemunhas de Jeová… que tudo fique debaixo dos panos, que tudo seja tratado e intermediado pelos anciãos. Mas o problema é esta não é a forma correta de resolver o problema… essa política das Testemunhas de Jeová precisa ser investigada e modificada…”, disse ela.

Mark Sewell está agora preso por seus crimes de abuso sexual. Se suas vítimas não tivesse quebrado o silêncio e se fosse pela política da Torre de Vigia, até hoje estaria livre. Ela também disse que a regra organizacional que impede que os membros da congregação fiquem sabendo quais os motivos pelos quais alguém foi expulso deve ser alterada. Sewell foi preso na quarta-feira depois de ter sido considerado culpado de oito crimes sexuais, incluindo um de estupro, em uma série de ataques, entre 1987 e 1995.
Anciãos entrevistados diziam que ele era um membro confiável e respeitado em sua congregação e que usou sua posição para “explorar e abusar” de membros. Ele estuprou uma mulher, deixando-a grávida, mas mais tarde ela abortou.
A declaração em nome das Testemunhas de Jeová, disse:
“Na sequência de notícias recentes sobre a condenação de Mark Sewell, as Testemunhas de Jeová querem deixar claro que todos os crimes sexuais são repugnantes para elas, especialmente quando as vítimas são crianças.” “As pessoas que praticam abuso de crianças não são bem-vindos em nossa comunhão e são formalmente expulsos quando detectados. Nós apoiamos as vítimas, suas famílias, e qualquer um que saiba de tais crimes mesmo que optem por denunciar o seu caso à polícia, com vista à punição dos infratores.”
Um porta-voz da igreja acrescentou que os membros da igreja não são informados dos motivos pelos quais um membro é expulso por razões de confidencialidade.
Obs.: O que os Anciãos não contam é que quando há um caso envolvendo abusos sexuais nas congregações, eles são orientados por sua liderança a entrar em contato com o departamento jurídico da Torre de Vigia antes de qualquer outra ação. Para evitar que um escândalo manche a “reputação” de sua organização religiosa, tudo é administrado às ocultas, até mesmo os membros da congregação são impedidos de saber que há um pedófilo perigoso em seu meio. É uma diretriz encontrada em seu próprio manual organizacional. Além disso, como visto na denúncia, caso não haja uma confissão do acusado ou testemunhas do crime, nada será feito e o criminoso continuará livre para praticar outros abusos. Foi exatamente isso que ocorreu neste caso.

Em um documentário produzido pela BBC de Londres, a política do acobertamento de casos de pedofilia entre as Testemunhas de Jeová foi analisada em detalhes, inclusive com o testemunho de várias vítimas que tiveram as suas vidas totalmente destruídas. Pelo que se vê a velha conduta da Sociedade ao tratar de pedófilos continua a mesma, mas isto não impede que outros casos venham à público!

O artigo original vocês poderão encontrar em:

Esse texto foi publicado por Camila Rafiad no Fórum Ex-Testemunhas de Jeová:

sexta-feira, 7 de março de 2014

DEPOIMENTO: MOTIVOS PARA NÃO ME TORNAR UMA TESTEMUNHA DE JEOVÁ!


É bem interessante, vez por outra, colocar no Blog alguns depoimentos de pessoas que tiveram uma experiência no mundo das Testemunhas de Jeová. Para mim o depoimento, muitas vezes, é mais importante que textos "técnicos" que mostram os absurdos e fundamentalismos dessa denominação religiosa. Nossa página no Facebook nos brindou com mais uma história de uma pessoa que percebeu a tempo os perigos dessa seita norte-americana. Segue o texto de Rosi Pimenta abaixo:

Frequentei durante 1 ano e meio o Salão do Reino (congregação) das Testemunhas de Jeová e participava de todas as atividades, desde a leitura da Bíblia, reuniões, serviços no campo (pregação de casa em casa) e Congressos (reuniões maiores das TJs). Comecei a frequentar por influência de um amigo, e como sou muito curiosa em tudo que desejo conhecer, desde Partidos Políticos, Movimento estudantil universitário, me aguçou a curiosidade para conhecer a "doutrina" das Testemunhas de Jeová... e lá fui eu!!
Sempre muito disciplinada, quando busco conhecer, faço diversas leituras e preciso estar ali naquele meio para fazer as minhas impressões: preciso viver aquilo. Fiz muitas amizades, mas era uma amizade frágil. Uma amizade que se restringia somente ali e no que eu poderia tá contribuindo para aquele espaço. Não era bem vista porque era uma das poucas pessoas que cursava uma faculdade e isso era um dos motivos que podiam afastá-los da religião, o contato com mundanos (todo as pessoas que não são TJs), como eles chamavam! Sem falar que queriam "indiretamente" que eu abrisse mão de meu trabalho pra poder frequentar as reuniões em um dia da semana, coisa que eu não fiz!! Sem falar em diversos outros pontos que eu não conseguia aceitar para mim mesma, quem dirás tentar falar, persuadir, convencer outra pessoa no serviço de pregação (imposto pela religião)! Impossível levar as "boas novas" se o meu coração me condenava!! Decidi sair!! Fui objetiva, decidida e não voltei mais atrás. Eu precisei viver aquilo. Hoje eu sei do que se trata e posso falar como alguém que viveu. Perdi praticamente todas as amizades fragilmente conquistadas naquele espaço. Não condeno as pessoas que ali frequentam e levam as boas novas, cada um sabe o que faz ou pensa que sabe. Tenho o maior respeito por todos, mas a minha consciência e a pessoa que sou hoje e foi se construindo ao longo dos anos, não permite mais fantasiar as coisas.

Fontes: 

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

TESTEMUNHAS DE JEOVÁ E WIKIPÉDIA BRASIL: PROSELITISMO DESCARADO!


Com a popularização da Internet, muitos grupos (políticos, empresariais, religiosos etc) perceberam o fabuloso potencial de divulgação de suas ideias e atividades nesse mundo virtual. A disseminação dessas mensagens em muitos momentos podem tornar-se virais (quase sem controle), ou seja, podem atingir os mais variados tipos de pessoas em qualquer parte do planeta. Sendo assim, a máxima que “informação é poder” recebe atenção especial de quem quer divulgar algo para “maquiar” ou encobrir suas reais informações.

A Sociedade Torre de Vigia (nome comumente utilizado para se referir a liderança jurídica e espiritual das Testemunhas de Jeová) já está apostando alto nessa nova modalidade de “pregação” ao investir em sites e redes sociais. Porém, o controle totalitário que essa denominação religiosa consegue manter dentro dos seus muros, fica bem frágil no mar de informações e possibilidades que a Internet proporciona aos seus usuários. Para tentar minimizar esses “danos” a sua imagem o ideal é ter uma equipe de prontidão atenta a toda informação que surja citando seu nome. Exagero? Qualquer empresa, hoje em dia, monitora as informações que aparecem na NET a seu respeito, pois esses dados são vitais para novas estratégias de marketing, mas no caso das Testemunhas de Jeová: novas estratégias de proselitismo.

Não há problema algum em ter espaços virtuais para a divulgação de suas ideias e ideais (desde que respeitem as diversidades de pensamento), porém o problema surge quando espaços públicos como a Wikipédia Brasil são “controladas” por uma força tarefa de “Testemunhas de Jeová” que apagam qualquer crítica a sua religião e reescrevem sua “história” de forma tendenciosa. Para quem não sabe o que é a Wikipédia vai a informação abaixo:

“A Wikipédia é uma enciclopédia on-line e, como um meio para esse fim, é também uma comunidade virtual formada por pessoas interessadas na construção de uma enciclopédia de alta qualidade, num espírito de respeito mútuo” (Fonte: Wikipédia).

Infelizmente, percebe-se que existem Testemunhas de Jeová infiltradas nos cargos de Administração (que deveriam zelar pela neutralidade e equilíbrio de informações) da Wikipédia Brasil, num trabalho incessante de “purificação” das informações e numa clara imposição maniqueísta de demonizar todos que pensam de forma diferente. 

Essa necessidade, das Testemunhas de Jeová reescreverem sua história para maquiar seus erros doutrinais, fundamentalismos e legalismos, assemelha-se ao “Ministério da Verdade”, do livro “1984” de George Orwell. Esse órgão controlador tem como principal função, alterar todos os dados e registros de acordo com a perspectiva do Partido (detentor do poder), evitando contradições ou distorções do pensamento que levassem a algum tipo de questionamento. Sendo assim essa manipulação/distorção da verdade é uma das responsáveis pelo fato do Partido parecer estar sempre certo. Algo bem semelhante do que a Torre de Vigia pretende para com seus adeptos. 
Todo regime totalitário e fundamentalista deve ser combatido e denunciado. O ato de indignar-se deve ser uma constante perante tais arbitrariedades. Por isso o Blog Ex-Testemunhas de Jeová continua esse trabalho incansável de propiciar informações imparciais e questionadoras.

Debates sobre esse tema:

sábado, 15 de fevereiro de 2014

TESTEMUNHAS DE JEOVÁ DENUNCIADAS POR ENCOBRIR ANCIÃO (PASTOR) PEDÓFILO!


Um promotor público em Oklahoma, apresentou uma moção alegando que a organização das Testemunhas de Jeová, mas especificamente o Corpo Governante (órgão central que tem a responsabilidade de coordenar e promover a obra das Testemunhas de Jeová no mundo), estão envolvidos em esconder crimes de abuso de menores.
Em novembro de 2013, Ronald Lawrence de 76 anos foi acusado na Corte Distrital Pittsburg County com 19 acusações, incluindo 11 de abuso sexual lascivo, sete de sodomia forçada e uma acusação de estupro por instrumentação. As supostas vítimas nos casos eram duas meninas pré-adolescentes e um menino de 5 anos de idade na época. Lawrence foi preso pela polícia McAlester depois que três pessoas se apresentaram no ano passado, alegando que tinham sido molestadas há cerca de 30 anos. 
Um depoimento do caso relata que uma mulher foi molestada dos 8 até os 13 anos de idade. Uma segunda mulher alegou que foi molestada por Lawrence entre 10 e 13 anos, e um homem alegou que ele foi molestado com 5 anos de idade.
De acordo com a polícia, Ronald era um Ancião (terminologia própria das Testemunhas de Jeová para designar um Pastor) na Igreja das Testemunha de Jeová na época dos abusos. O sargento Chris Morris complementou: "Ele não é mais um ancião, mas ele ainda é um membro da igreja".
No depoimento, Lawrence afirma que confessou as autoridades de sua igreja os casos de pedofilia e deu o nome dos quatro Anciãos (Pastores) das Testemunhas de Jeová que, segundo ele, estavam cientes de alguns dos incidentes.
O promotor público que fez a denúncia alegou que as lideranças das Testemunhas de Jeová impediram que as vítimas denunciassem os abusos sexuais para manter a "boa" imagem da igreja perante a sociedade.
Lawrence foi libertado da prisão em 24 de novembro depois de pagar uma fiança de US $ 50.000, tendo como restrição não ter contato com nenhuma das supostas vítimas do caso. Se condenado, ele pode pegar até prisão perpétua.
OBS: O texto foi baseado no link abaixo.

domingo, 5 de janeiro de 2014

FUI TESTEMUNHA DE JEOVÁ, TIVE LEUCEMIA E QUASE MORRI POR CAUSA DA DOUTRINA ASSASSINA DO SANGUE!


Estou aqui para expor minha revolta e indignação pela primeira vez, pois com 15 anos eu tive Leucemia e minha família e eu éramos Testemunhas de Jeová. Quando eu adoeci, meus familiares se responsabilizaram de negar aos médicos transfusões que seriam cruciais para meu tratamento, porém eu me encontrava muito debilitada e não fui questionada momento nenhum sobre minha vontade. Hoje estou aqui para contar essa história por que foi requerida uma ordem judicial para que eu realizasse o tratamento e ESTA SALVOU A MINHA VIDA.
Bom quais os princípios que usaram para me convencer a recusar o sangue por conta própria depois que já havia um ordem judicial obrigando a fazer o tratamento?
Fui visitada minutos antes de começar, por dois representantes Testemunhas de Jeová. Apesar de bem debilitada, fui alertada sobre os perigos de se cometer um pecado de sangue. Afirmaram que eu NÃO herdaria o "reino de deus" e NÃO iria ser ressuscitada no futuro paraíso terrestre, mas se eu recusasse o sangue até a morte, eu morreria vitoriosa e seria ressuscitada para uma vida eterna e perfeita, assim como muitos outros jovens cristão haviam feito. Me instruíram a juntar todas minhas forças e fazer o que estivesse ao meu alcance para não receber o sangue, como sair correndo ou gritar, inclusive foi-me dito que em uma transfusão eu deveria reagir como se estivesse sendo ESTUPRADA. 
Bom agora eu me deparo com uma reportagem que conta a história de um um bebê recém-nascido que morreu após a avó recusar que fosse realizada uma transfusão de sangue, visto que sua mãe era menor de idade e não poderia responder pela criança.

Infelizmente notícias como está apesar de pouco divulgadas são bem frequentes, mas o que mais me chamou a atenção foi a afirmação do Representante Legal da religião no Ceará. Como podem ler na foto digitalizada da reportagem ele diz que "ELA LEU A BÍBLIA E TIROU SUAS PRÓPRIAS CONCLUSÕES E QUE ELES JAMAIS QUEREM QUE CHEGUEM A UM ÓBITO". 

Bem, é engraçado como a posição da religião muda quando se vê exposta em jornais como uma falha criminosa. Eles mudam a versão e descaradamente. É fácil tirar o corpo fora quando estão sendo expostos, mas eu estou aqui para afirmar que isso é uma grande mentira. Eles realmente preferem que a pessoa morra a tomar uma transfusão de sangue, por que para eles isso é um pecado mortal. Mesmo não havendo alternativas, eles culpam a pessoa, fazendo uma grande pressão psicológica para que a pessoa pense que perderá o apoio de Deus por fazer um tratamento de saúde.
Essa senhora pode não ter sido batizada e ser teoricamente uma Testemunha de jeová, mas quando uma pessoa começa a receber estudos bíblicos deles, ela é fortemente influenciada pela religião e passa a seguir suas doutrinas. Infelizmente ela acabou causando a morte de seu neto e deve responder por isso. Mas, eu afirmo que sim, foi por influencia da religião. Pois existem muitos casos relatados, mais ainda nas suas próprias publicações A SENTINELA e DESPERTAI! pois, me deram vários no hospital para ler e eu fiquei muito chocada, até mesmo minha mãe recolheu para que eu não lesse mais. 
Hoje eu estou bem e apesar de ter que passar por uma situação trágica para ver que religião é apenas costumes impostos por pessoas, fico feliz por me ver livre disso. Eu estou viva, com apoio da minha mãe que nunca me abandonou. Mas muitas pessoas ainda podem passar por isso, inclusive meus parentes que ainda estão nesta religião. Por favor compartilhem e ajudem a abrir os olhos de quem se vê acorrentado a esse tipo de doutrina.
Depoimento de Amanda Vieira no Facebook:

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Conversas com Raymond Franz: Uma análise do livro “Crise de Consciência”. - INTRODUÇÃO


Na realidade pretendo “dialogar” com a obra de Raymond Franz seguindo a ordem sequencial do livro. Infelizmente o livro “Crise de Consciência” não está mais disponível nas livrarias brasileiras e muitos só tem acesso via PDF, o que realmente dificulta muitas pessoas de o lerem. Minha contribuição visa apenas estimular a leitura integral do mesmo, pois não pretendo fazer um resumo para uma leitura “rápida” e superficial, mas aprofundar certas passagens que me chamaram atenção e que possam contribuir para vocês, amigos e leitores.

Antes de qualquer coisa: por que ler “Crise de Consciência”?

Porque seguir o que sua consciência determina é tarefa para poucos, pois envolve tomar decisões que vão afetar sua vida e de todas ao seu redor e não necessariamente essa mudança é algo confortável e revigorante, pois se indignar com injustiças e denunciar os opressores gera conflitos e retaliações.

Foi exatamente isso que Raymond Franz, até então membro do Corpo Governante das Testemunhas de Jeová fez: ousou questionar o dogmatismo religioso e as regras demasiadas humanas que foram divinizadas por um grupo de homens americanos que acreditaram (e ainda acreditam) ser o canal exclusivo de Deus para toda a humanidade.

Na introdução do livro uma pergunta vital é retirada da revista “A Sentinela” do dia 15 de julho de 1974:
"Quando há pessoas em grave perigo, duma fonte de que não suspeitam, ou quando são desencaminhadas por aqueles que consideram ser seus amigos, será que é desamoroso adverti-las? Talvez prefiram não acreditar na advertência. Podem até mesmo ressentir-se dela. Mas, livra isso alguém da obrigação moral de dar tal advertência?" 

O fato de usar como questionamento inicial uma publicação da denominação religiosa da qual ele estava afastado, mostra uma sensibilidade e perspicácia que aponta para orientações que as Testemunhas de Jeová deveriam sugerir para membros de outras religiões, como forma de proselitismo, porém que nunca usavam para sua autorreflexão. 

Com isso Raymond Franz abraça uma causa: advertir as pessoas sobre erros e excessos de uma denominação religiosa que ele mesmo adotou como sendo a única verdade na Terra. Não somente voltou atrás do seu ponto de vista e de sua ideia de “verdade”, mas humildemente ao reconhecer que estava equivocado percebeu que seu silêncio seria uma covardia perante a vida.

O grande sociólogo Darcy Ribeiro afirmou certa vez:
“Sou um homem de causas. Vivi sempre pregando, lutando, como um cruzado, pelas causas que comovem. Elas são muitas demais: a salvação dos índios, a escolarização das crianças, a reforma agrária, o socialismo em liberdade, a universidade necessária. Na verdade somei mais fracassos que vitórias em minhas lutas, mas isso não importa. Horrível seria ter ficado ao lado dos que nos venceram nessas batalhas”.

Com certeza é horrível ter vitórias que apenas servem para encobrir falhas e que ratificam mentiras. Também não comungo com esse tipo de vida. Se você é um pessoa que luta por causas justas e que tem humildade suficiente para numa crise redefinir sua forma de encarar a vida: seja bem vindo ao mundo dos indignados perante as injustiças, seja bem vindo ao mundo de Raymond Franz.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

CYNTHIA FRANZ, ESPOSA DE RAYMOND FRANZ, FALECEU!



Para toda Ex-Testemunha de Jeová é vital agradecer a esse casal humilde e corajoso que resolveu sair da Organização das Testemunhas de Jeová e denunciar os abusos, intolerâncias e fanatismos religiosos que aconteciam no que se pode chamar a "cúpula" das Testemunhas de Jeová ou como é conhecida entre seus adeptos: o Corpo Governante.
Quem nos visita e não entende perfeitamente o funcionamento da denominação religiosa Testemunhas de Jeová, o Corpo Governante é formado por homens experientes que tomam todas as decisões espirituais que vão ser repassadas para todas as Testemunhas de Jeová no mundo, ou seja, podemos dizer que suas figuras representam o poder máximo dentro da denominação religiosa em questão, assim como o Papa é a figura central no catolicismo.
Imaginem agora um "Papa" renunciando seu cargo e logo depois alertando a todos sobre os graves problemas e "pecados" que ocorrem dentro da cúpula católica? Assim foi com o casal Raymond Franz e Cynthia Franz que apesar da idade avançada não se permitiram ficar num local em que a fé estava sendo desvirtuada e usada para oprimir em vez de consolar.
Raymond Franz faleceu no dia 02/06/2010 e agora sua esposa Cynthia falece no dia 31/12/2013.
No Fórum americano de Ex-Testemunhas de Jeová foi dado o seguinte depoimento sobre ela:
"Cynthia foi uma das pessoas mais humildes, acolhia a todos, até mesmo os "novatos" em Betel. Trabalhei com ela em Betel, no mesmo andar, era uma dona de casa, enquanto estava por lá, às vezes tomávamos um cafezinho bem rápido, e gostava de ouvi-la e observá-la que nem parecia ser uma "esposa de um membro do Corpo Governante". Ela amava as pessoas, amava e nunca deixou de ser uma missionária. Em nenhum momento se intimidava. O amor e apreço de Ray por ela sempre foi evidente. Como da mesma maneira dela por ele".
Créditos da foto: site Testemunhas.
Créditos da informação e depoimento: Fórum americano.
Créditos para a tradução do depoimento: forista Paul.

domingo, 29 de dezembro de 2013

RECÉM-NASCIDO MORRE APÓS AVÓ RECUSAR TRANSFUSÃO DE SANGUE


Um bebê recém-nascido morreu no setor de Neonatal do Hospital Geral de Fortaleza(HGF) após a avó recusar que fosse realizada uma transfusão de sangue que poderia salvar a criança. Segundo Antônia Lima, promotora de Justiça de Defesa da Infância e Juventude do Ministério Público Estadual (MPE), a avó da criança, que seria Testemunha de Jeová, não autorizou a transfusão porque o procedimento médico vai de encontro à sua religião.
Assistentes sociais do HGF entraram em contato com o MPE pedindo intervenção no caso, entretanto, não houve tempo hábil para autorizar a transfusão de sangue. FOTO: José Leomar/Arquivo
A mãe, por ser uma adolescente de 15 anos, não poderia responder pela criança e tentava desde sexta-feira (20) convencer a avó a necessidade da transfusão de sangue, segundo informou a promotora Antônia Lima. Ainda de acordo com o MPE, a informação do óbito foi repassada à promotora às 11h desta segunda-feira (23). As causas que levaram o bebê ao HGF e data de entrada no hospítal ainda não foram divulgadas. 
Nenhuma informação sobre o caso foi dada à Redação Web do Diário do Nordeste pelo HGF. Segundo o hospital, "devido a delicadeza do caso, qualquer informação sobre o estado de saúde dos pacientes, atendidos no HGF, apenas só podem ser repassadas com autorização prévia da família", ressaltando que "neste caso, especificamente, os parentes não autorizaram qualquer divulgação".
A promotora afirma que vai recomendar à Justiça que a avó da criança responda criminalmentepelo caso. "Nós entendemos que a avó, ao não permitir que a criança tomasse sangue assumiu o risco pela morte da criança, então já é um [homicídio] doloso", argumenta Antônia Lima. 
A negativa à transfusão, segundo Lima, teria se dado porque a avó da criança seria Testemunha de Jeová. O representante do grupo cristão no Ceará, Ricardo Kataoka, garantiu que nem a avó nem a mãe do bebê são Testemunhas de Jeová. “Acredito que elas leram a Bíblia e tiraram, elas mesmas, essa conclusão”, afirma. Kataoka informou que, de fato, há a posição de não aceitar o procedimento, mas que existem alternativas, além do que há a defesa de valorização da vida. “Jamais queremos que chegue a um óbito”, explica o representante.
Helvecio Neves Feitosa, vice-presidente do Conselho Regional de Medicina (Cremec) comenta que essa é uma situação extremamente delicada. Mas, explica que existe uma resolução doConselho Federal de Medicina (CFM) que estabelece que, no caso de haver risco iminente de morte, o médico pode, mesmo contrariando a vontade da família e do próprio paciente, fazer a transfusão de sangue, pois “a vida é um bem indisponível”.
“O médico fica nessa encruzilhada. Por isso, ele apela para as decisões judiciais”, explica o vice-presidente do Cremec.
Com informações da repórter Luana Lima