domingo, 28 de junho de 2015


Se uma Testemunha de Jeová precisa de uma transfusão de sangue e não há outra opção, ela é instruída a morrer pensando estar agradando a Deus. Este foi o caso de Rebeca Dankawa. Ela tinha engravidado oito vezes e a última gravidez era de alto risco. Após o parto, Rebecca começou a sangrar muito e recusou o tratamento médico alegando motivos religiosos. Sua morte poderia ter sido evitada?

Anos antes, a Torre de Vigia (representante legal das Testemunhas de Jeová) tinha levado Rebecca a uma "Comissão Judicativa" (julgamento interno feito pelos anciãos, que são equivalentes a pastores) devido ela ter aceitado uma transfusão de sangue no parto de seu oitavo filho.
Nesta época, sua gravidez era igualmente de alto risco e exigia uma transfusão. Durante a "Comissão Judicativa" ela foi considerada "culpada" e expulsa, sendo então decretada uma "morte social" que significa total isolamento e ostracismo por parte de sua família e amigos. Ninguém pode conviver ou mesmo falar com ex-adeptos. Depois de algum tempo, os líderes de sua congregação se reuniram novamente e a readmitiram. De qualquer forma, a expulsão e o ostracismo aplicado a esta pobre mulher deve ter sido uma experiência traumática.

Quando confrontada com a mesma situação médica e com medo de sofrer represálias em sua organização religiosa, Rebecca decidiu dizer não a uma outra transfusão, pois ela poderia se desassociada (expulsa da religião) novamente, considerada uma "pecadora impenitente" e reincidente.
É difícil imaginar a angústia mental a que foi submetida esta mãe que negou a transfusão até que se esgotar o tempo para salvar sua vida. A decisão de Rebecca Dankawa foi algo além de sua vontade. 
A pressão religiosa a que foi submetida não pode ser ignorada pelas autoridades uma vez que tal escolha se baseia em uma doutrina obscura e absurda imposta pela sua organização religiosa.

SEM LIVRE ARBÍTRIO, NÃO HÁ AMOR

As Testemunhas de Jeová ensinam que Deus dotou a humanidade com o livre arbítrio. No entanto, ao mesmo tempo eles praticam a política de ocultar a pressões sofridas pelos membros para se conformar às sua normas religiosas. Se o livre arbítrio é um princípio tão importante, porque não deixar as pessoas fazer uso dele? porque não deixar que as pessoas tomem suas próprias decisões, especialmente no que diz respeito à sua vida, família e saúde?

As afirmações das Testemunhas de Jeová de que elas são as pessoas "mais amorosas" da terra, e que o seu grupo segue os princípios de amor estabelecidos na Bíblia demonstraram ser uma gigantesca falácia. Rebecca Dankawa deu a vida por acreditar em um "Deus de amor", ou foi influenciada por uma religião que a controlava totalmente? Deixar nove filhos órfãos era exatamente a vontade de um Deus de amor para esta mãe?

Esta trágica história é o exemplo perfeito de quão absurda e desamorosa é a política de intromissão da Torre de Vigia na vida particular de seus membros. Enquanto as Testemunhas de Jeová aceitam esse jugo desonesto, muitos estão perdendo a vida ao redor do mundo. Até quando?


Créditos: Texto traduzido e retirado do Facebook do colega Osmanito Torres.
Link original do artigo adaptado:
Outro link:


sexta-feira, 26 de junho de 2015


Créditos pela imagem: JW.ORG

Vivemos em sociedade e isso resulta em convivermos com diversas instituições sociais e obviamente com as devidas regras e costumes que as cercam. Sendo assim, todas as instituições sociais possuem direitos e deveres. Se de alguma forma vou contra algo instituído terei uma sanção ou punição contra tal ato. Então, é direito de qualquer instituição (política, econômica, religiosa etc) punir quem descumpre algum acordo previamente estipulado. Mas, todo tipo de punição é justa? E quando essa punição viola direitos humanos fundamentais?

As Testemunhas de Jeová punem seus adeptos que descumprem suas diretrizes com a desassociação (expulsão), ou seja, tal adepto não pode mais fazer parte de sua denominação religiosa. Na revista A SENTINELA (EDIÇÃO DE ESTUDO) ABRIL DE 2015 elas citam:

A decisão sábia de desassociar um transgressor que não se arrependeu dá bons resultados.

Até aí tudo bem, pois qual sentido para alguém ficar num local que não acredita mais ou que não tem mais significado para sua vida? Mas, o problema começa exatamente aí!

Tal punição é feita mediante as regras estabelecidas pelos líderes das Testemunhas de Jeová e vem sempre acompanhadas de difamações e desqualicações do adepto “transgressor”. Não é simplesmente um desligamento da pessoa, mas é a total campanha de transformar essa pessoa em alguém sem nenhuma reputação ou moral. É o famoso maniqueísmo: quem é desassociado (expulso) é alguém que não presta e quem fica tem o favor de Deus.

Na revista A SENTINELA (EDIÇÃO DE ESTUDO) ABRIL DE 2015 elas citam:

Você não concorda que os padrões puros de Jeová são razoáveis e servem para nos proteger? Quem não gosta de conviver com pessoas pacíficas, decentes e confiáveis?

Percebam que a pessoa que foi desassociada (expulsa) é automaticamente colocada como alguém que não segue bons padrões morais e consequentemente não são pessoas pacíficas, nem decentes e muito menos confiáveis. Para piorar o peso desse julgamento é como se tivesse sido feito pelo próprio Deus (Jeová), mas que na realidade foi feito mediante as regras humanas dos seus anciãos (pastores). 

Existe ainda o agravante de a pessoa expulsa não ter o real direito de defesa ou mesmo explicar o que realmente aconteceu para os seus familiares e conhecidos, pois ao ser decretado seu desligamento nenhuma outra Testemunha de Jeová pode chegar perto dela e conversar. Nem mesmo um “oi” pode ser dirigido aquela pessoa que virou um pária sendo decretada sua morte social. Isso é confirmado na revista A SENTINELA (EDIÇÃO DE ESTUDO) ABRIL DE 2015 que cita um pai dando seu testemunho: 
 
Os parentes podem mostrar amor pela congregação e pelo transgressor por respeitar a desassociação. “Ele ainda era o meu filho”, explica Julian, “mas seu estilo de vida havia criado uma barreira entre nós”.

Perceba que a “barreira” ou “estilo de vida” comentado pela revista é sempre de forma extrema (drogas, bebidas, modo irresponsável de se viver etc), mas não comentam que uma pessoa que simplesmente dicordar dos dogmas e preceitos das Testemunhas de Jeová e que mantém um estilo de vida saudável e de bons padrões morais também vai ser discriminada caso resolva sair.

As Testemunhas de Jeová acham que sua religião é a única certa no Universo e quem ousar sair não merece mais nenhum tipo de contato, mesmo que seja com parentes. É o “amor” as avessas.



terça-feira, 23 de junho de 2015


O ano de 2014 marcou o início do Dia Internacional da Memória das Vítimas da Torre de Vigia, a ser realizado anualmente todo dia 26 de julho. Pessoas de todo o mundo estão convidadas a aproveitar esta oportunidade para demonstrar o seu amor incondicional para com os amigos e familiares que faleceram ao obedecerem regras torpes da organização Torre de Vigia.

É um dia em memória das dezenas de milhares de pessoas que morreram nas mãos da Torre de Vigia como resultado de suas políticas prejudiciais, incluindo o ostracismo extremo (isolamento resultante da desassociação), a proibição de determinados tratamentos médicos, a gestão incorreta de casos de abuso infantil, a falta de apoio às vítimas de violência doméstica e outras situações que terminaram em vidas perdidas.

Marque a data: 26 de julho - Dia Internacional da Memória das Vítimas da Torre de Vigia

Como você pode participar :

Deixe uma flor e um cartão com algumas palavras de amor e lembrança em frente a entrada do Salão do Reino mais próximo ou no Salão de Assembleias das Testemunhas de Jeová. Tire algumas fotos ou faça um vídeo em frente ao Salão do Reino ou Salão de Assembleias e poste nesta página:


Sinta-se livre para convidar outras pessoas para participar e, por favor, compartilhe suas fotos e histórias conosco.

Esperamos ver pessoas de todo o mundo se juntarem a nós para lembrarmos aqueles que foram perdidos para a Torre de Vigia.

Junte-se a nós em 26 de julho para lembrar nossos entes queridos.

Dia Internacional da Memória das Vítimas da Torre de Vigia

Nós recordaremos.


sábado, 20 de junho de 2015


Foi noticiado pela BBC NEWS, que uma alta corte judicial na Inglaterra considerou que uma vítima de abuso sexual que processou a Organização das Testemunhas de Jeová tinha direito a uma indenização de cerca de 400.000 euros (£275,000), tendo-se dado como provada a negligência da entidade legal das Testemunhas de Jeová – Watchtower – na proteção da mesma e no encobrimento dos abusos, acabando por proteger o abusador sexual.

O abusador faleceu à idade de 72 anos, em 2001, pouco tempo depois da polícia o ter detido em sua casa. Ele era Servo Ministerial (função eclesiástica) quando começou a abusar da vítima em 1989, à idade de 4 anos. Os abusos duraram até aos 9 anos de idade.

Apesar de ter sido removido desta posição, após ter confessado aos anciãos os abusos de outra criança, ainda assim ele manteve muitos dos privilégios anteriores. Pôde assim continuar a manter uma posição de confiança entre os adeptos na congregação (que segundo as normas da religião não são informadas dos procedimentos tomados pelos anciãos nestes casos).

A vítima comentou à BBC NEWS antes do veredito:

Estas [vítimas de abuso] não são apóstatas. Estas são pessoas que sofreram de horríveis, horríveis crimes e viram suas vidas completamente devastadas. Elas não procuram destruir a organização... Este é um problema que precisa de ser lidado e de modo apropriado porque apenas tem tendência para piorar.

O correspondente legal da BBC NEWS, Clive Coleman, reconheceu a importância do veredito:

Este é o primeiro caso civil por danos por abuso sexual no Reino Unido trazido contra a organização das Testemunhas de Jeová e o primeiro a ser levantado contra uma religião não-majoritária.

A advogada, representante da firma que defendeu a vítima, afirmou:

Este deve ser um alerta à organização das Testemunhas de Jeová de que ela precisa de implementar melhores políticas que salvaguardem as crianças e que estão em linha com o conhecimento atual acerca da protecção infantil e abuso sexual. E também espero de que seja um alerta aos membros da organização de que o abuso sexual é um problema dentro da organização e de que é um assunto de que eles precisam cuidar.

Créditos ao colega TJ Curioso:
Mais informações:



Imagem

Disse a Ministra da Justiça Anna-Maija Henriksson: "Vamos saber se as seitas estão atuando dentro da legalidade""É óbvio que na Finlândia, fora do poder Judiciário oficial, não pode haver outro".

A UEE - o grupo de apoio às vítimas das Religiões - pediu ao Ministério da Justiça para estudar maneiras de intervir nas atividades das comunidades religiosas fechadas. O grupo divulgou um relatório no sábado, onde denunciam as Testemunhas de Jeová, segundo a UEE, de usar o seu próprio sistema judicial interno com uma comissão que interroga os membros de forma constrangedora em busca de pecados. Um relatório de autoria de UTT, Grupo de Apoio a Vítimas de Religiões e publicado no sábado passado, denuncia que as Testemunhas de Jeová como instituição religiosa, usa o seu próprio tribunal interno, conhecido como "comissão judicativa", que questiona membros sobre alegadas irregularidades e pecados.

O relatório indica que as pessoas que são acusadas de terem pecado são assediadas, intimidadas, insultadas publicamente e, isolados socialmente dos seus entes queridos e do restante dos companheiros de congregação. O relatório baseia-se nas experiências de 18 ex-membros da religião com a comissão judicativa e sua prática de ostracismo (desassociação), para com esses membros errantes. A UEE espera que seu relatório vai incentivar a ministro da Justiça, Anna-Maija Henriksson a dar uma atenção especial na investigação e apuração das denúncias, para determinar como intervir nas práticas das TJs, para proteger os membros da ameaça desse tipo de violência.

Uma comunidade fechada

As Testemunhas de Jeová na Finlândia parecem levar uma vida um pouco apartada, dentro de suas próprias comunidades. De acordo com o relatório, as TJ são parte de um grande movimento relativamente global sobre o qual houve/há, nos últimos anos, várias pesquisas acadêmicas sendo realizadas. As Testemunhas de Jeová são descritas como um movimento religioso que exerce grande influência sobre seus membros e é dito possuir "uma perspectiva fundamentalista bastante rígida".

O relatório observou que a organização por trás da religião é altamente hierarquizada e bem regulado a partir dos seus líderes. Os anciãos (equivalente a pastores) em cada congregação, possuem um manual conhecido como "Livros dos Anciãos" [livro dos anciões], e que os membros comuns não têm permissão para ler. A UEE conseguiu obter uma versão do livro, que estabelece regras estritas (em Inglês), orientando o funcionamento do comitê judicial, de como agir caso a caso. De acordo com a doutrina das Testemunhas de Jeová, a literatura representa os ensinamentos de Deus e deve ser tratado com um grau correspondente de seriedade.

Comissão judicativa julga "graves pecados"

A própria comissão judicial é composta por três anciãos, todos dos quais são homens[ não há ancião do sexo feminino nas Testemunhas de Jeová. As audiências são realizadas a portas fechadas e, geralmente participam apenas o acusado e os membros da comissão. Um comitê judicial é formado e convoca uma testemunha de Jeová, quando ela é suspeita de ter cometido um pecado grave. Esses "pecados" podem ser dúvidas ou comentários críticos contra as doutrinas da religião, aceitação de transfusão de sangue, participação na política, celebração do Natal, aniversários ou qualquer outra que seja considerada pagã, fumar ou assassinato. Infidelidade religiosa ou conjugal, é também motivo para se estabelecer uma comissão judicativa e se proferir uma sentença de desassociação.

As Testemunhas de Jeová também não podem alegar privacidade individual, em sua própria defesa, de acordo com a UEE. Os membros da congregação podem ser submetidos a inspeções aleatórios em sua próprias casas, sem aviso prévio, para tentativa de evidências de pecados ou flagrante, como por exemplo, se engajar em sexo pré-marital. Audiências do comitê judiciais que lidam com crimes sexuais envolvem frequentemente perguntas constrangedoras, sobre detalhes íntimos de supostos atos sexuais.

Evitando uma pesada pena

O relatório afirma que a comissão poderá, em alguns casos proferir uma sentença de ostracismo. Nesses casos, a comunidade expulsa o infrator e os outros membros da congregação não estão mais autorizados a falar ou até mesmo cumprimentar o individual punido. Os membros da família e parentes também são encorajados a evitar o parente desassociado. Caso morem na mesma casa, pode-se falar somente o necessário, nunca sobre assuntos espirituais.

O objetivo do ostracismo e sofrimento gerado pela desassociação, é persuadir os infratores para retornar ao rebanho, mas aqueles que o fazem devem ser submetidos a um exercício de arrependimento humilhante que envolve passos, como assistir as duas reuniões semanais mesmo sem serem recebidos ou cumprimentados na chegada do salão do reino[por um período médio de 12 meses ou mais].

Suicídio. Um caminho para a liberdade?

O relatório da UEE descreve as atividades de uma comissão de judicativa associada à prática de omitir as sentenças de cada caso, excepcionalmente cruel e uma violação dos direitos humanos. Em alguns casos, os infratores sofrem graves problemas de saúde ou até mesmo tentativa de suicídio.

No entanto as pessoas que tentam o suicídio não são enviados à comissão [para aconselhamento humanitário]. De acordo com os ensinamentos das Testemunhas de Jeová, a religião ensina que a tentativa de suicídio é uma expressão adequada de pesar e não requer a intervenção do comité judicial.

De acordo com o relatório UEE , nas Testemunhas de Jeová, grande parte dos que ocupam os cargos de 'Ancião", são pessoas sem ensino superior, e por isso não são bem-educados. A organização [que apresentou o relatório ao Ministério da Justiça da Finlândia] disse que esta pode ser a razão pela qual, os anciãos, em alguns casos, não compreendem totalmente as consequências da expulsão e ostracismo. Apesar da punição de deixar as TJs, muitos membros escolhem esta opção. Um estudo norte-americano envolvendo uma amostra aleatória mostrou que apenas 37 % de filhos de pais testemunhas de Jeová crescem e permanecem na religião.

Crédito pela tradução: Forista Soares do Fórum Ex-Testemunhas de Jeová.


terça-feira, 16 de junho de 2015



Nos congressos realizados pelas Testemunhas de Jeová o real interesse é dar instruções e exemplos para seus adeptos. É uma forma de mútuo encorajamento e a chance de reforçar firmeza em assuntos mais delicados e controversos entre os fiéis e impor a disciplina necessária para que ninguém fuja das normas impostas pelos líderes dessa denominação religiosa.
Porém, em nenhum momento você vai ouvir de algum orador a citação de que a instrução vem do Corpo Governante (homens que se intitulam o único e verdadeiro canal de Deus para com o mundo), mas sim do próprio Jeová Deus, ou seja, a programação mental tenta (e infelizmente consegue) fazer com que os adeptos das Testemunhas de Jeová pensem estar seguindo ordens diretas de Deus e não de regras humanas e isso faz toda a diferença para atitudes extremas como a desse caso em questão.

O vídeo que observamos acima mostra um relato de como os pais devem rejeitar seus filhos caso tentem sair dessa denominação religiosa. É exatamente isso que você está lendo: a pessoa não tem a liberdade ou o direito de procurar uma nova orientação para sua vida, pois sua família (nesse caso os pais) nunca mais irão falar ou conviver com ele. Toda essa encenação é para reforçar essa "morte social" e tentar mostrar que funcionou com esses pais e que deverá funcionar com todos que assistem tal congresso. Ou seja, tudo depende de sua fé em Jeová e se não consegue é porque não está fazendo as coisas do modo correto. Mais uma vez a culpa é colocada nos seus adeptos.

Observamos isso em diversas falas dos pais desse "jovem" que foi desassociado (expulso da igreja). Em determinado momento o orador pergunta a mãe o que fez o filho voltar a  Jeová (na entrelinha voltar para a organização) e a mãe é taxativa: "Foi ter perdido a associação com a família...nós tivemos que cortar toda associação". O pai não fica atrás ao dizer que o que fizeram foi uma disciplina reguladora de Jeová...a disciplina vinha do próprio Jeová.

Esta experiência demonstra claramente, como os pais que são Testemunhas de Jeová são manipulados a acreditar que se ostracizarem seus filhos, estarão não apenas a fazer a vontade de Deus, como a ajudar seus filhos a voltar à religião.

Esta experiência é uma prova de que os representantes da Organização das Testemunhas de Jeová mentem quando dizem a mídia que não existe corte de relações familiares quando um membro da família sai da religião. Vejam o vídeo e constatem por vocês mesmos!

Está legendado em PT. Caso necessário, cliquem no ícone da legenda no rodapé para aparecerem as legendas.

Créditos: O vídeo e os três últimos parágrafos foram retirados do Blog "A Questão do Sangue e as Testemunhas de Jeová" do colega TJ Curioso. Segue link abaixo:


domingo, 19 de abril de 2015




Gostaria de salientar, antes de tudo, que bem sei que qualquer empreendimento na nossa atual sociedade capitalista precisa de orçamento e dinheiro para seguir adiante. Com as denominações religiosas não seria diferente, apesar de serem isentas de quase todos os impostos aqui no Brasil.
Pois bem, mas a organização das Testemunhas de Jeová se considera superior as outras denominações religiosas e nas suas publicações vão além: são as únicas certas e as únicas que tem o favor e orientação de Deus.

No caso dos donativos as Testemunhas de Jeová sempre criticaram o teor comercial que muitas igrejas adotaram para receber essa ajuda financeira e na revista A Sentinela *** w72 15/2 pp. 121-122 Como se arca com as despesas religiosas *** afirmavam:


Certos clérigos, na região de Nova Iorque, encaram a questão de modo bastante comercial. Enviam extratos mensais aos seus paroquianos, lembrando-lhes quanto devem à sua igreja. E relatou-se na imprensa que certo pregador congregacional, em Vermont, instalou logo dentro da porta da igreja uma máquina de cartão de crédito para os que preferem contribuir deste modo...Que dizer das testemunhas cristãs de Jeová? Qual destes métodos usam? Na realidade, não usam a nenhum deles, nem mesmo o bastante comum de passar o prato da coleta. 


Ao observarem a foto acima e assistirem ao vídeo percebam que as coisas mudaram $$$$.

E mais uma vez as "luzes vão clareando mais e mais" (terminologia usada quando uma doutrina ou atitude é mudada para a conveniência da liderança das Testemunhas de Jeová) e com isso práticas comerciais antes condenadas vão sendo inseridas normalmente. Essas mudanças ocorrem muito em outras questões? Com certeza. Basta pesquisar a questão da proibição do sangue, dos transplantes de órgãos, do serviço militar, da geração de 1914 e das inúmeras datas de fim de mundo anunciadas. Pesquisem!

Crédito: Imagem retirada do Blog:

Vídeo retirado do canal do YouTube:


sábado, 18 de abril de 2015


Caso Candace Conti conhece decisão de Apelo do tribunal Californiano. No dia 13 de Abril de 2015, tornou-se conhecida a decisão do tribunal de apelo do tribunal californiano com respeito ao caso Candace Conti. Conhecem-se ainda poucos pormenores sobre a decisão e suas implicações, mas sabe-se o seguinte:

– A Organização das Testemunhas de Jeová (Watchtower) foi considerada culpada de negligência, considerando-se sua a responsabilidade de supervisionar os possíveis abusadores sexuais dentro da congregação e restringindo o seu acesso a crianças. Ficou provado que Kendrick abusou da pequena Candace Conti aquando de várias saídas ao campo (pregação de casa em casa) promovidas pela congregação e já o corpo de anciãos (pastores) sabendo dos antecedentes de abuso deste homem.

Visto que a própria Organização das Testemunhas de Jeová deu ordens específicas através do Departamento Legal sobre a situação dele na congregação na época, é óbvio que a Organização foi considerada negligente em todo este processo.

À Candace Conti foi-lhe atribuído "danos compensatórios" de 2,8 milhões de dólares (que poderão ascender a cerca de 4 milhões), mas ao mesmo tempo foi retirado o valor maior de "punitive damages" atribuídos pelo tribunal anterior. A opinião dos juízes foi que a Organização não tinha a obrigação legal de comunicar aos pais de Candace Conti e à congregação que existia um possível abusador em seu meio, visto que tais avisos "iriam desencorajar os transgressores de procurarem intervenção potencialmente benéfica" dos seus líderes religiosos.

Embora talvez alguns possam pensar que esta é uma vitória da Organização das Testemunhas de Jeová, ainda assim não o é. Por duas razões básicas:

1º- Ela foi considerada culpada de não ter evitado os abusos de um membro da congregação, tornando-se assim negligente na sua possível ação preventiva.

2º- O caso Candace Conti tornou-se uma bandeira na exposição da política organizacional da Watchtower em encobrir casos de abuso sexual nas suas fileiras e de ao mesmo tempo, nada ou pouco fazer para evitar que as crianças nas congregações estejam realmente protegidas de possíveis predadores sexuais.

A Organização pode não ter de desembolsar tanto dinheiro como nós gostaríamos, em virtude do mal causado, mas não se livra de algo que ainda é muito pior: uma mancha na sua reputação supostamente santa e imaculada que dificilmente sairá.

O caso de Candace Conti tornou-se também importante em levar outras vítimas de abuso sexual a revelar os seus abusos dentro da Organização e a procurar conselho jurídico. Neste momento, várias casos estão sendo abertos contra a Organização das Testemunhas de Jeová e mais uma vez, assim como uma bola de neve, a exposição pública sobre os abusos dentro da Organização não para de crescer.

É rara a semana ou mês que novos casos de abusadores e vítimas não vêm a público através da mídia, e isso revela que tais dezenas de casos são apenas a ponta do iceberg numa religião tão fechada e de alto controle, como são as Testemunhas de Jeová.

A maioria dos membros continua a confiar implicitamente nesta organização religiosa, negando que tais casos sejam verdadeiros ou minimizando a ocorrência e regularidade de tais caso de abuso e seu encobrimento. Mas como se costuma dizer: "A verdade tarda, mas não falha" e muitas são as evidências de que a Organização das Testemunhas de Jeová (Watchtower / Torre de Vigia), é culpada do encobrimento dos abusadores sexuais dentro das suas fileiras.

Muitas são as Testemunhas de Jeová que têm vindo a aperceber-se disso mesmo, tanto publicadores e pioneiros como servos ministeriais e anciãos (pastores). Muitos estão profundamente chocados com o que descobriram e muitos são também aqueles que abdicam de seus cargos e/ou saem da religião, quer por se afastarem quer por se dissociarem.

Mas uma coisa é certa: A Watchtower perdeu credibilidade e sua reputação está cada vez pior!
Isso é inegável!

Texto acima de TJ Curioso. Créditos:

Mais sobre o caso Candaci Conti:


terça-feira, 7 de abril de 2015



PGR arquiva representação de Testemunhas de Jeová contra transfusão de sangue sem autorização prévia. Para Rodrigo Janot, o direito à liberdade de crença pode ser limitado se entrar em conflito com outro direito fundamental, como o direito à vida.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, decidiu arquivar a representação proposta pela Associação das Testemunhas Cristãs de Jeová questionando a Portaria n. 92/98 da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (SES/DF). A norma permite a transfusão de sangue sem autorização prévia da vítima ou de representante legal em caso de perigo de vida iminente. 

Na representação, a Associação afirma que a transfusão de sangue sem autorização prévia violaria o direito à liberdade de crença dos pacientes que professam a religião Testemunhas de Jeová. A Associação pede ação direta de inconstitucionalidade contra a portaria da SES/DF. 

Rodrigo Janot afirma que o direito à liberdade de crença não é absoluto: ele pode ser limitado se ofender outro direito fundamental garantido na Constituição, como o direito à vida. “Caso configurada situação de risco iminente de morte, ou seja, de situação na qual a vida, direito indisponível constitucionalmente assegurado, está prestes a ser lesada, não mais será possível falar-se em direito à liberdade de religião e na necessidade de consentimento do cidadão para ser submetido à transfusão de sangue ou derivados”, sustenta. 

Ao mesmo tempo, as normas do Conselho Federal de Medicina exigem que, em caso de risco de morte, os médicos adotem todas as medidas necessárias para salvar a vida do paciente. Se não fizerem isso, podem responder civil e criminalmente. O PGR lembra que vários tribunais já se manifestaram pela realização do tratamento em paciente que corre risco de morte, incluindo a transfusão de sangue em adeptos da religião Testemunhas de Jeová, ainda que sem consentimento. Segundo ele, ao recusarem a transfusão, os seguidores da religião impõem ao médico “a restrição ao exercício ético da profissão, o que equivaleria a uma autorização a que, ao exercer o direito próprio, seja violado o direito de outrem”.

Fonte da notícia:

Baixe aqui a íntegra da promoção de arquivamento:


domingo, 15 de março de 2015





Link original do vídeo:

http://abcnews.go.com/US/jehovahs-witness-accuses-church-hiding-child-abusers-congregations/story?id=29586778&singlePage=true



Agradecimento pela tradução: Mentalista e Mexplica do Fórum Ex-Testemunhas de Jeová! Vocês são demais.

http://extestemunhasdejeova.net/forum/viewtopic.php?f=13&t=16776



Uma ex-Testemunha de Jeová está assumindo a liderança contra esta rica religião sectária, que ela alega ter fracassado em protegê-la de um pedófilo predatório. Ela culpa o que diz ser uma política do silêncio em relação à molestadores sexuais de crianças.

Candace Conti, agora com 28 anos, conta que tinha apenas nove anos de idade quando foi abusada por um membro querido de sua pequena congregação em Fremont, Califórnia, chamado Jonathan Kendrick. Enquanto fazia a pregação de porta em porta, que segundo Conti ocorria frequentemente sem seus pais, ela disse Kendrick a levava para sua casa para molestá-la. “Ele é um homem grande, eu tinha medo dele”, disse Conti.

Por ser uma criança Condi acreditava que não podia contar parta ninguém sobre os abusos. Porém, anos depois, ela testemunhou durante um julgamento, contra a igreja, que Kendrick molestava ela várias vezes ao mês por algo que ela acredita ter durado cerca de dois anos.
“Eu nunca achei que poderia falar sobre isso”, diz ela. “Trazer isso à tona poderia destruir minha família, as únicas pessoas que eu conhecia, eu também acho que tinha medo.”

Conti relata que não tinha a quem recorrer, em razão de suas crenças, e ela cresceu isolada do mundo externo. Assim como todas as outras Testemunhas de Jeová, Conti diz que lhe ensinaram que o Armagedom era iminente, e que apenas o verdadeiros adoradores poderiam sobreviver e viver em um paraíso terrestre. Ela conta que foi levada a acreditar que “todos aqueles que estavam fora das Testemunhas de Jeová eram semelhantes a mortos-vivos, e que poderiam ser usados por Satanás para enganá-la, para afastá-la de sua família cristã”.

Foi somente alguns anos mais tarde, depois de Conti ter crescido e abandonado a igreja, que ela encontrou Jonathan Kendrick em um registro de agressores sexuais. Ele passou sete meses na cadeia por ter abusado sexualmente da neta de apenas sete anos de sua esposa. Depois de vê-lo nesse registro Conti decidiu levar seu caso adiante. Ela disse que se “sentiu realmente culpada por não ter feito nada para impedir que isso acontecesse com outra pessoa”.

Conti relatou que foi ao encontro dos líderes da igreja local, conhecidos como anciãos (cargo semelhante ao de um pastor ou padre), e lhes reportou seu caso. Porém os anciãos se recusaram a acreditar a menos que ela provasse que o abuso aconteceu por providenciar duas testemunhas que confirmassem o alegado abuso. De acordo com o sistema de justiça interno dessa religião, a Bíblia ensina que é necessário que haja duas testemunhas para que um crime sofra punição. Por essa razão Conti procurou a polícia. E então deu-se início a uma investigação, porém, com Kendrick negando o abuso, as autoridades não levantaram qualquer acusação. Apesar disso a investigação prosseguiu.

O próximo passo de Conti foi processar a igreja por conta própria. Ela contratou o advogado Rick Simons, que passou muitos anos representando vítimas de casos de abuso por padres católicos pedófilos.

“Se existe algum grupo que precisa ter suas práticas iluminadas pelo sol, esse é o grupo (Testemunhas de Jeová),” disse Simon. “Porque quando a campainha da sua porta toca em um sábado pela manhã, e o teu filho(a) atende a porta, você não vai querer que o cara que toca a campainha seja um pedófilo.”

Quando Conti e seu advogado começaram a conduzir depoimentos com líderes da igreja local na Califórnia, eles descobriram algo que lhes deixou assombrados: mesmo antes de Conti sofrer o abuso, os anciãos já sabiam que Jonathan Kendrick, que na época ocupava um cargo de liderança na congregação, também tinha molestado sua enteada quando ela era uma adolescente. E ainda assim os anciãos não chamaram a polícia e não alertaram os outros membros da congregação.

“Eu fiquei com nojo, eu estava absolutamente enojada”, Disse Conti. “Tornou-se ainda mais necessário do que nunca, para controlar o dano, ser proativa e salvar alguém”.

Sob juramento, os anciãos da congregação alegaram que a razão para não alertar a congregação sobre os abusos de Kendrick era pelo fato da informação ser “confidencial”. De fato, os anciãos disseram que naquele momento estavam seguindo as orientações rigorosas fornecidas pela liderança da igreja na sede das Testemunhas de Jeová, em Nova York, chamada "Torre de Vigia".

Em uma série de cartas enviadas para anciãos por todo o país, tratando de abusos de crianças, a Torre de Vigia afirmou que, apesar de reconhecer que alguns estados têm leis sobre denúncia de abuso de crianças, as denúncias, ao contrário do que determina a lei, devem ser mantidas em segredo, exceto para os anciãos da igreja, porque a "paz, unidade e bem-estar espiritual da congregação estão em jogo”, e porque “as pessoas do mundo são rápidas para recorrer a processos judiciais quando acreditam que seus 'direitos' foram violados."

Os anciãos em Fremont removeram Kendrick de sua posição de liderança, por política da Torre de Vigia, tendo como base a “impureza”.

Quando a ação da Candace Conti contra a igreja foi ao tribunal, os advogados das Testemunhas de Jeová argumentaram que não é da responsabilidade de uma organização religiosa proteger as crianças de abuso sexual por parte de outros membros da congregação. Eles disseram que a igreja oferece educação para os pais sobre o risco de abuso sexual. Eles também afirmaram que o alegado abuso de Candace Conti nunca ocorreu dentro da propriedade da igreja.

Além disso, os advogados da igreja questionaram se Conti foi especificamente designada pelos anciãos para ir na pregação de casa em casa, conhecido como "serviço de campo", com Kendrick.

Em última análise, o júri ficou do lado de Conti. Em um veredicto histórico de 2012 ela acabou por ser beneficiada com uma indenização de mais de 15 milhões de dólares. A Torre de Vigia está atualmente apelando sobre o caso.

A Torre de Vigia negou nosso pedido de entrevista, mas disse a "Nightline", em um comunicado, salpicado com citações da Bíblia, que "seria inapropriado para nós comentar casos atualmente em litígio." ... "As Testemunhas de Jeová também têm consistentemente advertido os membros da congregação e do público para a necessidade de proteger os seus filhos do horrível crime de abuso sexual de crianças." Veja mais de declaração da Igreja no final desta história.

Seja qual for o resultado do seu caso, a luta pública de Candace Conti parece ter aberto as comportas. As Testemunhas de Jeová estão agora enfrentando uma série de ações em todo o país. O procurador Irwin Zalkin está trabalhando em 15 desses casos.

"Por alguma razão [os líderes da igreja] acreditam que estão acima da lei", disse Zalkin.

Em outubro, um tribunal de San Diego ordenou o pagamento de 135 mil dólares a um dos clientes de Zalkin em danos morais por abuso sexual sofrido nas mãos de Gonzalo Campos, líder da congregação espanhola Linda Vista. As Testemunhas de Jeová planejam apelar do veredicto.

Kendrick estava ausente do julgamento de Conti e negou repetidos pedidos de entrevista a "Nightline". Em uma breve conversa com a "Nightline" fora de sua casa na Califórnia, Kendrick disse: "A minha declaração é esta: eu nunca estive sozinho com a Sra Conti, nunca molestei Candace Conti”.

Ele negou ter participado do “serviço de campo” sozinho com Conti, e repetidamente negou tê-la molestado ou em qualquer momento ter ficado sozinho com ela.

"Eu tenho certeza que essa é a coisa mais inteligente que ele poderia dizer", disse Conti a "Nightline". "Isso dói como o inferno. Mas você espera honestidade de um abusador de crianças?”

Conti esta seguindo em frente com sua vida. Ela se formou na faculdade e recentemente ficou noiva. Mas ela disse que vai continuar lutando em nome de todas as vítimas de abuso infantil.

"Eu não tenho monopólio sobre a dor", disse ela. "Em vez de ser vítimas, podemos mudar isso, e deixar nossas palavras pregarem a mudança. Então talvez essa dor possa compensar de alguma forma."

Desde o veredicto de Conti, em 2012, a igreja parece ter feito algumas mudanças em sua política de confidencialidade quando se trata de abuso de crianças, mas os críticos, incluindo Conti, dizem que não é o suficiente.

Quanto a Jonathan Kendrick, ele diz que ainda é um membro com boa reputação entre as Testemunhas de Jeová.

Mais declarações das Testemunhas de Jeová a ABC News sobre esta reportagem:

“Como sabem, não seria apropriado para nós comentar casos atualmente em litígio. No entanto, como complemento à declaração que fornecemos anteriormente, por favor, nos permitam apresentar os seguintes pontos.

Nós abominamos o abuso sexual de crianças e nós não protegemos qualquer autor de tais atos repugnantes das consequências de seu pecado grave e crime. - Romanos 12: 9.

Nossa política atual e de longa data é claramente indicada na publicação "Pastoreando o rebanho de Deus" 1 Pedro 5: 2, em que é fornecido aos anciãos a seguinte orientação:

"O abuso de crianças é um crime. Nunca sugerir a ninguém que eles não devem relatar uma denúncia de abuso de crianças à polícia ou outras autoridades. Se você for indagado, deve deixar claro que relatar o assunto às autoridades ou não é uma decisão pessoal, que cada indivíduo deve fazer, e que não há sanções da congregação para qualquer decisão. Anciãos não devem criticar quem relate tal alegação às autoridades. Se a vítima deseja fazer um relatório, é o seu direito absoluto fazê-lo"-"Pastoreando o rebanho de Deus "1 Pedro 5: 2., Cap. 12, pp. 131-132, par. 19.

Procurar aconselhamento jurídico é um elemento vital de lidar com questões sensíveis de forma responsável. Assim, ao longo de décadas nossos anciãos foram orientados a entrar em contato com nosso departamento jurídico sempre que tenham conhecimento de uma alegação de abuso infantil. Fazemos isso, não para esconder o crime e o pecado, mas sim para garantir que os nossos anciãos respeitem rigorosamente as leis de notificação de abuso infantil. Por meio de nossas publicações baseadas na Bíblia, os nossos serviços religiosos e nosso website jw.org, As Testemunhas de Jeová têm também consistentemente advertido os membros da congregação e do público para a necessidade de proteger os seus filhos do horrível crime de abuso sexual infantil. Encorajamos qualquer pessoa que deseja entender a nossa posição a visitar o nosso site jw.org e a procurar o termo "abuso infantil."

Texto original:

Tradução: agradecimentos ao colega Artur Araújo.


quarta-feira, 4 de março de 2015



Técnicas de silenciamento das Testemunhas de Jeová: tão aterrorizantes quanto o abuso de crianças. Logo abaixo o depoimento aterrorizante de Candace Conti (vítima de abuso sexual) por um ancião (pastor) das Testemunhas de Jeová e o que essa organização NÃO fez para ajudá-la e a outras tantas vítimas indefesas. 

Os anciãos (pastores) da minha congregação sabiam que havia um predador em nosso meio. Mas eles ameaçavam punir aqueles que os denunciassem.
Crescer em meio a uma família de Testemunhas de Jeová é diferente. Durante minha infância eu não celebrava aniversário, natal ou o 4 de julho (independência americana). Nem eu, nem ninguém que eu conhecia, se envolvia com famílias que não fossem Testemunhas de Jeová nas pequenas ligas (para praticar algum esporte) ou entre as escoteiras. Em vez disso, eu passava a maior parte do meu tempo compartilhando as "boas novas". Eu costumava ir de porta-a-porta por conta própria acompanhada de um grande homem forte e muito querido em minha congregação, chamado Jonathan. Eu tinha apenas entre 9 e 10 anos quando ele repetidamente abusou de mim sexualmente.

É realmente muito difícil para crianças denunciarem quando estão sofrendo abusos sexuais. Mas, as Testemunhas de Jeová tornavam isso ainda mais difícil. Eles têm uma regra das "02 (duas) testemunhas", que diz que qualquer um que acusa um adulto de abuso deve ter uma segunda testemunha. Se não há uma segunda testemunha, o acusador é punido por uma falsa acusação - geralmente ordenando que nenhuma Testemunha de Jeová possa conversar ou se associar com o “falso” acusador. Isso é chamado de desassociação. Para um criança criada apenas entre outras Testemunhas de Jeová isso era assustador. Até mesmo os meus pais teriam que me ignorar. Isso era mais aterrorizante do que Jonathan.

Foram os anciãos da minha congregação que designaram o Jonathan para pregar comigo. Quando nos separávamos dos outros, ele me forçava a entrar em sua pick-up e nos levava para a casa dele. E então ele dizia "vamos brincar". Isso aconteceu muitas vezes. Como todos os outros na congregação, meus pais gostavam do "irmão" Jonathan e confiavam nele em meio a nossa família. Meus pais foram afetados com alguns problemas realmente grandes naqueles anos, e depois se divorciaram. Eu estava emocionalmente abandonada – e eu queria ser a melhor Testemunha de Jeová que eu pudesse ser. É por isso eu passei a sair para o serviço de campo – o ministério de porta em porta pelo qual as Testemunhas de Jeová são conhecidas.

O que meus pais não sabiam era que Jonathan tinha molestado sexualmente uma outra menina em nossa congregação. Os anciãos (pastores) sabiam e tinham mantido isso em segredo. Eles estavam seguindo ordens dos líderes da Torre de Vigia, com base na sede mundial em Nova York, que em 1989 tinha emitido uma instrução ultra secreta para manter em segredo aqueles que fossem conhecidos por abusar sexualmente de crianças nas congregações. Esta instrução foi anexada como o primeiro documento do meu processo civil. Os anciãos (pastores) e os membros do Corpo Governante sabiam que molestadores de crianças se escondiam em grupos religiosos e muitas vezes eram pessoas simpáticas e amigáveis - como Jonathan. Eles sabiam que esses molestadores provavelmente abusariam de crianças outra vez. Mas eles optaram por ignorar a segurança das nossas crianças em favor de proteger a imagem deles - e suas contas bancárias - de ações judiciais. Isso tudo estava naquela carta de 1989.


Um relatório recente do Center for Investigative Reporting (Centro para Reportagem Investigativa) revelou que eles continuaram a manter as orientações que pediam silêncio em torno de abuso infantil. Em novembro passado, os anciãos (pastores) foram instruídos a evitar reportar assuntos criminosos, tais como o abuso de crianças, às autoridades. Em vez disso, eles foram orientados a lidar com eles internamente nas comissões confidenciais. O relatório também mostrou que as Testemunhas de Jeová evocam a Primeira Emenda (da Constituição americana) para esconder acusações de abuso sexual.

Ver mais sobre a apelação das Testemunhas de Jeová pela Primeira Emenda no link abaixo: 
http://extestemunhasdejeova.blogspot.com.br/2015/02/testemunhas-de-jeova-apelam-para.html

Eu tive que tomar conhecimento das outras vítimas de Jonathan para conseguir falar sobre isso. Em 2009, eu olhei no site Megan's Law (Lei de Megan), da Califórnia, a lista oficial do estado de criminosos sexuais registrados. Lá eu descobri que ele tinha sido condenado, alguns anos antes, por ter abusado sexualmente de uma outra menina de 8 anos de idade. Eu me senti terrivelmente culpada por não ter falado sobre ele antes. Agora eu preciso impedir molestadores de fazer isso outra vez.


Texto original em inglês:

Mais sobre o caso Candace Conti:

Agradecimentos especiais ao companheiro TESTEMUNHAS DE JEOVÁ DESMASCARADAS por traduzir o texto. Seu perfil no Google encontra-se no link abaixo:


domingo, 1 de março de 2015

Nosso Blogue está sempre aberto para textos de colaboradores que possam contribuir de forma responsável com nossa luta contra os fundamentalismos da Torre de Vigia. Desse modo podemos alertar tanto os adeptos das Testemunhas de Jeová e ex-adeptos sobre os excessos e erros doutrinários que causam confusão e até mesmo desagregação familiar. Temos aqui um Livreto escrito por Eduardo TJ, um Ancião (Pastor) das Testemunhas de Jeová e que tem como objetivo nas próprias palavras dele:
"O objetivo é abrir a mente das Testemunhas que querem continuar servindo a Deus e que não enxerga outra alternativa além das Testemunhas (mesmo sabendo dos erros), elas pensam "mas se as Testemunhas não são os cristãos verdadeiros quem são?"

Esse texto aborda uma vertente cristã, mas independente de qualquer religião. Comentei com o Eduardo TJ isso antes de publicar seu texto e Livreto aqui no Blog:

"Gostei de sua abordagem cristã e sem nenhum tipo de denominação religiosa envolvida. Suas palavras respeitam a diversidade de crenças e convidam um leitor cristão a ver um outro lado das Testemunhas de Jeová".


Segue abaixo o texto de Eduardo TJ:


Servi como ancião durante muitos anos e hoje estou desconsolado, arrasado e com o coração quebrantado. O motivo? Não, não é por que eu cometi algum pecado contra nosso amado Deus, tampouco deixei de seguir o Senhor Jesus Cristo, na verdade agora o sigo plenamente. O motivo é que descobri que a religião que aprendi ser um único canal aceitável para adorar a Jeová não é isso de forma alguma.

Não vou me estender, mas se você quer saber por que essa organização NÃO PODE SER DE FORMA ALGUMA O ÚNICO CAMINHO PARA ADORAR A DEUS leia os livros CRISE DE CONSCIÊNCIA e EM BUSCA DA LIBERDADE CRISTA de Raymond Franz (Ex-membro do corpo governante).

No livro CRISE CONSCIÊNCIA você vai saber as injustiças, hipocrisia e legalismo do corpo governante.

Depois que você acabar de ler o livro CRISE CONSCIÊNCIA possivelmente vai lhe surgir a seguintes perguntas: 

Se essa organização não é a religião verdadeira, qual é? 

Como devemos adorar a Deus? 

Quem então é o escravo fiel e discreto? 

Se as Testemunhas de Jeová não estão pregando as boas novas, cumprindo a profecia, quem esta? 

Aonde eu devo adorar a Deus? 

Com quem devo me reunir? 

As respostas a essas e a outras perguntas você vai saber lendo o segundo livro de Raymond Franz "EM BUSCA DA LIBERDADE CRISTA”. Nesse mesmo livro você vai saber POR QUE NAO CONSEGUIMOS ENXERGAR OS ENSINOS CLARAMENTE FALSOS QUE O CORPO GOVERNANTE ENSINA.

Ambos os livros são de muitas páginas, mas tire um tempo para lê-los. Você gastou meses, ou anos para aprender os ensinos atuais das Testemunhas de Jeová, por que não pode gastar algumas semanas para aprender a VERDADE que não te contaram?

Outro assunto fundamental para nossa fé que consta nos livros, mas desejo que você saiba AGORA é sobre sua salvação. Você meu irmão e minha irmã, já se perguntou ou pesquisou como alguém (judeu e gentio) se tornava cristão no primeiro século? Será que demorava meses? O que eles tinham que aprender e entender para se tornar um cristão batizado? Você concorda que devemos seguir o exemplo dos primitivos cristãos?

Se você é das outras ovelhas, para você ser salvo, você têm que esta em associação com a organização, se você permanecer fiel até o fim de sua vida, você vai ter que ser fiel por mais 1.000 e também terá de ser fiel novamente quando Satanás for solto, daí sim você vai ser finalmente salvo. Você acredita em Jesus Cristo, não acredita? Agora a pergunta é: Para aqueles que depositam fé em Jesus Cristo o que é necessário para ser salvo segundo a Bíblia?

Quer saber as respostas, leia o livreto que consta nesse blog "O MAIOR ERRO DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ".

Espero que Javé (Jeová) e seu amado filho o abençoe para se livrar dessa organização que afasta as pessoas do Senhor Jesus Cristo. Esse sim é nosso líder e não uma organização.

"Não foi uma organização, nem algum membro do corpo governante que morreu por você, foi nosso Senhor Jesus Cristo, é a ele que você deve ser leal"



sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015


Pela primeira vez a liderança das Testemunhas de Jeová resolve falar sobre os casos de Pedofilia que estão sendo denunciados dia após dia em várias partes do mundo. Vale salientar a relevância de tal acontecimento, pois muitos de seus adeptos afirmavam categoricamente que toda essa publicidade na mídia era uma coisa inventada ou no máximo um caso isolado que envolvia algum adepto ou ex-adepto, mas muito distante dos portões das Testemunhas de Jeová.

A urgência de Stephen Lett, um dos membros do Corpo Governante (homens que se dizem ser os escolhidos de Deus para divulgar Sua mensagem na Terra) de fazer um pronunciamento oficial revela que a divulgação nos meios de comunicação e nas mídias sociais estavam e estão fazendo um grande estrago na imagem da Torre de Vigia.

Ele diz no vídeo:

"Como exemplo, pense sobre as mentiras e desonestidade de apóstatas de que a Organização de Jeová é permissiva com pedófilos. Isso é ridículo, não é?

Percebam que ele NÃO NEGA que existam casos de pedofilia dentro da organização das Testemunhas de Jeová, mas tenta desviar o foco afirmando que as Testemunhas de Jeová não possuem políticas internas que incentivam a omissão de denúncias contra os pedófilos. Complementa usando a tática mais comum quando o fundamentalismo religioso quer encerrar um assunto e não sabe como: criam um inimigo e o demonizam como originador de mentiras.
É falso porque vem dos apóstatas e opositores! Ou seja, é uma afirmação maniqueísta e simplista, mas basta para que muitos dos seus adeptos, condicionados a não pensarem por si próprios, acreditem e não pesquisem.

Sim, as Testemunhas de Jeová possuem casos de abuso sexual! E por que nunca foi comentado nas revistas ou publicações dessa denominação religiosa? Por que não alertaram seus adeptos dos perigos reais de existirem pedófilos atuando dentro das Congregações?

A resposta é simples e vergonhosa: a reputação da igreja está acima do bem estar de seus adeptos.

Créditos do Vídeo: TJ Curioso:



quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015



Esse texto é mais indicado para pessoas que tem maioridade, pois algumas de suas sugestões não poderão ser aplicadas legalmente por menores.

Inicialmente, é muito importante que você tenha um objetivo final definido em sua mente. Você quer apenas parar de ir às reuniões ou quer sair totalmente da organização religiosa das Testemunhas de Jeová?

Algumas pessoas se sentem melhor ao fazer isso por etapas. No entanto, fique à vontade para fazer isso de uma única vez, caso não queira mais ter qualquer vínculo com essa denominação religiosa. É doloroso, mas a agonia de ficar anos em algo em que não acredita e que sabe ser cheio de equívocos e erros, pode ser muito pior.

Faça isso por você e não por sua relação com alguém. Se seus familiares pensam que sua decisão é uma influência de outra pessoa, então toda raiva e fúria deles, vão ser concentradas nessa pessoa. Isso não é justo. Você deverá mostrar que a decisão é sua e de mais ninguém. Então, nada de desculpas sobre o motivo real de você ter deixado a organização. Eles precisam entender que esta é uma decisão dolorosa feita somente após um exame longo e minucioso (em alguns casos após oração) de seus próprios sentimentos e crenças.

Talvez isto deva assumir a forma de uma reunião particular com seus parentes e amigos mais próximos. Você precisa contatar todos que serão diretamente afetados pela sua decisão e que gostaria de comunicá-los sobre algo muito importante. Defina um dia e um horário para isto. Assim você diz o que sente e se previne de boatos falsos que costumam surgir quando alguém tenta sair das Testemunhas de Jeová. O ideal é que não leve muito tempo do convite feito à reunião com seus parentes, pois isso pode gerar curiosidades, especulações e tensões desnecessárias. 

No dia da reunião, o passo seguinte é definir regras para que sua fala não seja interrompida bruscamente por alguém mais impulsivo ou agressivo, assim você terá as condições necessárias para dizer tudo que planejou. Embora possa ser tentador, não inicie atacando a Torre de Vigia citando fontes, livros ou mesmo sites considerados apóstatas, pois existe uma grande probabilidade da maioria se retirar da sua reunião nesse exato momento. 
É muito importante ter todo o conteúdo de sua palestra escrita num papel, pois as emoções poderão ficar mais afloradas e nossa memória e raciocínio tendem a ficarem mais vulneráveis nessas ocasiões.

Diga que você os convidou por serem pessoas especiais e que essa reunião é uma forma de você dizer como todos podem e devem tomar decisões importantes na vida. Continue afirmando que a espiritualidade é algo muito importante para você e que todos tem o direito de escolher e vivenciar suas crenças pessoais. Se for apropriado e do seu agrado, cite algum texto bíblico que tenha essa particularidade. Se você nasceu na organização, seria bom lembrar aos seus pais que eles tiveram a oportunidade de escolher como viver e no que acreditar. Eles tomaram suas decisões livremente e agora, por direito, é a sua vez de fazer isso.

Logo em seguida diga calmamente e olhando para todos que não deseja mais ser uma Testemunha de Jeová. Esse é um momento crítico, pois alguém poderá tentar impedir que você continue falando, então mude sua entonação e firmemente (mas ainda mantendo a calma) confirme que há muito tempo gostaria de revelar essa decisão, mas que não tinha tido a coragem de contar como realmente se sentia. 

É muito importante que você repetidamente diga o amor que sente por todos e que sua decisão de deixar a organização das Testemunhas de Jeová não muda em nada a sua relação com eles. A sua decisão não está rejeitando-os e sim um modo de vida dentro dessa denominação religiosa. Nesse momento faça uma pausa e espera a reação deles. Muito provavelmente haverá raiva, choro e acusações da parte de seus familiares e amigos. Não permita que isso faça você voltar atrás, não ceda. Você se preparou para esse momento.

O ideal é ter em mente e estar preparado para duas situações que podem ocorrer logo depois. Caso as coisas fiquem fora de controle e seus pais queiram expulsá-lo de casa: esteja preparado. Se isso acontecer, vá para a casa de um parente ou amigo não-Testemunha de Jeová.
Porém, se a reação for à tentativa de ajudá-lo a voltar para a organização e que pretendem chamar outros irmãos espirituais para lhe aconselhar talvez uma viagem seja algo sensato a fazer. Isto dá tempo para você se afastar da intensidade da situação gerada e para eles se acalmarem e lamentarem sua decisão. Isto é tão traumático como uma morte numa família de Testemunhas de Jeová. Dê tempo para eles superarem essa perda.

Checklist:
- Tenha dinheiro guardado.
- Esteja preparado para a possibilidade de ter que sair de casa na mesma hora.
- Deixe um parente ou amigo sabendo de sua decisão e faça arranjos para, se necessário, ficar um tempo na casa dele.
- Tenha um plano de ação sobre o que fazer após sua partida.
- Defina seu objetivo. Quer sair de vez ou apenas ficar inativo?
- Tenha um trabalho ou algum tipo de emprego. Depender financeiramente deles pode ser um grande problema após sua confissão.
- Tenha alguém com quem conversar (um confidente confiável) ou ajuda profissional, pois você também precisará de apoio emocional.

Saiba que os anciãos (pastores) locais serão notificados e irão atrás de você para conversar. Talvez tentem lhe dar umas cutucadas para que você diga algo que possam usar para desassociá-lo (expulsá-lo oficialmente). Se pretende ficar apenas inativo, tome cuidado com o que diz. Não cite nada sobre apostasia e nem confesse quaisquer pecados. Grave sua comissão judicial (tribunal interno das Testemunhas de Jeová), para que possa provar o que cada um deles disse e faça isso com seu advogado do lado.

Talvez amigos liguem para você vão perguntando se ficou louco. Uma armadilha comum dos anciãos (pastores) é pedir a um de seus amigos que ligue na tentativa de obter declarações que possam ser usadas contra você depois. Eles estarão junto com ele.

Perder a família e amigos para uma denominação religiosa que usa de fundamentalismo e intolerância religiosa é muito desgastante emocionalmente. Mas, a liberdade pessoal que você desfrutará fará valer a pena.
Conclusão do autor: "Eu, pessoalmente, não faria de outro modo!"

Algumas expressões foram adaptadas e outras modificadas para haver melhor compreensão. Texto traduzido por Mentalista.
Texto adaptado e modificado por Pascoal Naib.


terça-feira, 24 de fevereiro de 2015


Há muito tempo venho relatando que conheço várias Testemunhas de Jeová que gostariam que muitas coisas fossem mudadas dentro dessa denominação religiosa, mas que não podem expor suas ideias ou opiniões sob o risco de serem consideradas rebeldes e assim serem expulsas (desassociadas) e perderem contatos com amigos e familiares. Ou seja, são reféns de um fundamentalismo religioso que usa a discriminação e a morte social como forma de aterrorizar qualquer tentativa de humanizar seus dogmas. Já venho explicando que as Testemunhas de Jeová são orientadas a não falar com ex-adeptos mesmo sendo familiares próximos numa tentativa, desumana e desrespeitosa, de que o mesmo volte, não importando que não acredite em mais nada do que é ensinado ali. Voltam para não perder o contato com seus amigos e familiares. No Fórum Ex-Testemunhas de Jeová recebemos um depoimento de um Ancião (Pastor) dessa denominação religiosa que relata:

Olá pessoal! Tenho servido como ancião (pastor) numa congregação das Testemunhas de Jeová pelos últimos 15 anos. Não posso dizer que já vi de tudo, pois a cada ano sou surpreendido por mais elementos procedimentais e doutrinários, criados pelo Corpo Governante, que me deixam cada vez mais desiludido.Minha desilusão com a Organização conduzida por este grupo de homens é resultado de um processo que se estende já por alguns anos. Desde 2010 dedico-me com especial afinco ao estudo da Bíblia. Tive meu primeiro choque com as doutrinas ensinadas pelo Corpo Governante naquele mesmo ano, durante minha pesquisa relacionada com a carta de Paulo aos Romanos. Tentei sem êxito, mas de muitas formas, conciliar aquilo que a Bíblia ensina sobre, por exemplo, justificação e filiação, com a doutrina despachada por Brooklyn, mas não consegui. Com a continuidade dos meus estudos - e devo dizer que jamais busquei neste período informações de fontes consideradas apóstatas pelos dirigentes das Testemunhas de Jeová -, passei a me deparar com uma ampla gama de doutrinas Bíblicas claras e que tem a sua importância minimizada ou mesmo virtualmente apagada pela liderança TJ. Espero, com o tempo, poder abordar algumas destas aqui. Mais recentemente, já após minha desilusão ter amadurecido, decidi ler os livros de Raymond Franz, Crise de Consciência e Em Busca da Liberdade Cristã, bem como o livro do sueco Carl Olof Jonsson, Os Tempos dos Gentios Reconsiderados, e fiquei simplesmente estarrecido, não apenas com aquilo que descobri, mas especialmente pela quase totalidade de harmonia entre aquilo em que realmente creio e as coisas entendidas pelos autores. Elementos que eu considerava gravemente ofensivos à Deus, tais como a obsessiva ênfase da organização sobre sua autoridade e importância para a salvação dos discípulos de Cristo, foram abordados de maneira perfeita por Franz. As relações mecânicas, controladas e insípidas entre os membros da religião, a exigência de absoluta conformidade com padrões excêntricos e extra-bíblicos, a manipulação de informações e, claro, as terríveis injustiças promovidas pelo sistema judicial criado pela liderança TJ, essas e muitas outras coisas, produziram em mim uma desilusão completa. De modo que não posso mais adotar o conceito de que esta organização tem direito à pretensão de ser o canal exclusivo entre Deus e homens, quase que, ou virtualmente substituindo, o próprio Cristo e o espírito de Deus na terra. Creio que serei entendido aqui quando digo que não posso simplesmente deixar as fileiras das TJ's. Não por causa de mim, claro. Faço o sacrifício de ficar por razões sobre as quais não gostaria de comentar agora. Confio que não serei julgado adversamente por isso aqui. Espero, no entanto, poder em breve, sob novas circunstâncias, poder anunciar meu desligamento deste movimento religioso. Enfim, esta breve apresentação é somente para dizer: olá pessoal, é um prazer estar aqui com vocês!

Matéria retirada do Fórum Ex-Testemunhas de Jeová:


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015






Achei esse vídeo num grupo do Facebook da qual fazem parte Testemunhas de Jeová e Ex-Testemunhas de Jeová e que foi postado pelo amigo Alexandre Weisshuhn. O que tem de interessante nele?

Bem, uma jovem que foi criada até os 17 anos numa família de Testemunhas de Jeová vê seu mundo virar de ponta cabeça quando seus pais se divorciam e ela e sua mãe resolvem sair dessa denominação religiosa e o pai permanecer.

Já não bastasse o desgaste emocional de uma separação o fato é que as Testemunhas de Jeová incentivam e exigem de seus adeptos um total isolamento de quem resolve sair, ou seja, quem não deseja mais pertencer a essa religião vai ser discriminado e ignorado por amigos e familiares que não vão mais nem sequer dizer um "Oi" na calçada para você.

Exagero? Pois bem, no vídeo a jovem Sehziinha afirma que seu pai (ainda adepto das Testemunhas de Jeová) evita ter contato com ela por estar seguindo as leis de Deus, mas leia-se nas entrelinhas, seguindo as ordens de uma religião americana que com seus fundamentalismos destrói famílias.

Será que estamos exagerando? Que isso não acontece? Vamos ver a orientação sendo dada numa das publicações das Testemunhas de Jeová:

*** Nosso Ministério do Reino 8/02 p. 3 par. 4 Demonstre lealdade cristã quando um parente é desassociado ***E quanto a falar com o desassociado? Embora a Bíblia não trate de cada situação possível, 2 João 10 nos ajuda a entender o conceito de Jeová sobre a questão: “Se alguém se chegar a vós e não trouxer este ensino, nunca o recebais nos vossos lares, nem o cumprimenteis.” Comentando isso, A Sentinela de 15 de dezembro de 1981, na página 21, diz: “Um simples ‘Oi’ dito a alguém pode ser o primeiro passo para uma conversa ou mesmo para amizade. Queremos dar este primeiro passo com alguém desassociado?”

Quanto mais pessoas forem alertadas dessa prática discriminatória mais apoios receberemos para que a nossa Justiça acorde diante de tais barbaridades frutos de um fundamentalismo religioso nocivo.


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015


"O instituto do asilo é tão antigo como a humanidade e, nasce do instinto de conservação, própria do ser humano, que foge do perigo e da morte, com o propósito de encontrar um lugar que lhe ofereça a proteção necessária à sua integridade física. Asilo sagrado, propriamente dito, era privilégio de poucos templos e significava a imunidade total daqueles que fossem acolhidos, independentemente se fossem culpados ou inocentes".

Ainda que legalmente já não exista tal direito do asilo sagrado em nosso século XXI, as Testemunhas de Jeová tentam se amparar numa leitura “desvirtuada” do direito a liberdade religiosa para poder sistematicamente boicotar uma colaboração com a justiça e com a polícia nos casos de abusos sexuais de menores dentro de sua instituição religiosa, resultando de fato numa espécie de asilo “sagrado" para os molestadores sexuais de crianças.

Por este motivo a organização sem fins lucrativos “The Center for Investigative Reporting”, denuncia que a denominação religiosa das Testemunhas de Jeová tenta se amparar na 1ª Emenda da Constituição dos EUA para não colaborar com a justiça ou com a polícia nos casos de abusos sexuais de menores dentro do âmbito de sua comunidade religiosa. Esta emenda constitucional proíbe a criação de uma lei que limite a liberdade religiosa. Num longo artigo em inglês, o jornalista Trey Bundy, pesquisou durante 10 meses para escrever o seguinte:

14 de fevereiro de 2015

Durante 25 anos, os líderes das Testemunhas de Jeová, uma das confissões religiosas mais fechadas do mundo, têm ordenado a seus pastores religiosos [denominados de anciãos] que mantenham em segredo os casos de abusos sexuais relativos a menores, não revelando as autoridades e forças de segurança do Estado, nem aos próprios membros de suas comunidades religiosas locais.

A matriz da organização religiosa, a Watchtower Bible and Tract Society instalada em Nova York, emitiu as suas filiais pelo menos dez memorandos que datam de 1989. Apesar de os memorandos estarem escritos de forma anônima, membros da Watchtower (Torre de Vigia) têm testemunhado que o Corpo Dirigente da organização aprovou todos eles.
A carta mais recente, datada de 6 de novembro de 2014, ordena aos anciãos (os pastores religiosos nas comunidades locais) a formar comitês judiciais para tratar internamente de potenciais delitos [qualificados no Código Penal]:

"Em alguns casos, os anciãos formarão um comitê judicial para tratar um suposto caso de má conduta que também pode constituir um delito qualificado no Código Penal (por exemplo: assassinato, violação, abuso sexual de menores, fraude, roubo, agressão)", ordena a carta. "De maneira geral, os anciãos não devem atrasar o processo do comitê judicial, mas deve-se manter sigilo absoluto para evitar complicações desnecessárias com as autoridades seculares que podem estar a investigar tal delito".
A carta está disponível nesse link abaixo:
https://www.documentcloud.org/documents/1667064-watchtowernov62014.html

Internamente, a organização, a Watchtower (Torre de Vigia) determina quem pode ser denominado de molestador sexual em série de menores. Segundo a carta com data de 1 de outubro de 2012:
"Nem todos aqueles que têm abusado sexualmente de uma criança no passado são considerados molestadores. Somente a Watchtower (Torre de Vigia) e não o corpo de anciãos (pastores), será quem determinará quem no passado tenha abusado sexualmente de menores".

As orientações das cartas são parte de um padrão de uma organização, que tem mais de oito milhões de membros no mundo e que prega que o Armagedom em breve libertará as pessoas das garras de Satanás. Nos EUA as Testemunhas de Jeová operam em mais de 14.000 congregações com aproximadamente um milhão de membros.
Documentos internos obtidos por “Reveal” demonstram que as Testemunhas de Jeová sistematicamente têm instruído aos anciãos (pastores) e outros líderes para que os abusos sexuais de crianças sejam tratados confidencialmente, enquanto coletam detalhadas informações dos adeptos que se aproveitaram das mesmas.

Como anteriormente obtiveram sucesso amparando-se na 1ª Emenda da Constituição americana em defesa de seu direito de não servir ao exército e nem saudar a bandeira dos EUA, as Testemunhas de Jeová atualmente tentam usar a mesma estratégia legal para defender políticas que amparam molestadores sexuais em série frente às forças e instituições de segurança do Estado.

Texto baseado no artigo "Asilo en sagrado, la 1ª Enmienda y los testigos de Jehová".

Parágrafo inicial retirado do texto "As origens históricas do direito de asilo".